Brasil Open
O Brasil Open, encerrado anteontem na Costa do Sauípe, no litoral da Bahia, é o único torneio da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) disputado no Brasil e sua organização e realização mobilizou 2.100 pessoas. No local funcionaram três restaurantes, incluindo o dos jogadores, onde foram servidas mais de 600 refeições por dia, 3.600 copos e garrafas de água e onde foi fácil conseguir autógrafos e fotos com os tenistas.
Trabalharam no Brasil Open cerca de 900 pessoas no setor operacional, produção, limpeza, segurança, acabamento, som, telefonia internet, imprensa e decoração. Só na arbitragem, foram 45, três deles brasileiros, Adão Chagas, Carlos Bernardes e Roberto da Veiga, mais 36 juízes de linha, sete de cadeira, um chefe de árbitros e um supervisor.
Foram utilizados 44 pegadores de bola com média de idade de 16 anos, moradores na região. Na decisão entre espanhóis, o campeão foi o jovem Rafael Nadal que venceu Albert Martin por 2 a 1 com facilidade.
Celular
Uma novidade foi o serviço de informações sobre o andamento do torneio disponibilizado em aparelhos celulares de uma empresa com acesso a notícias, resultados e programação dos jogos, permitiu fazer perguntas aos jogadores e testar conhecimentos sobre esse esporte. Parte do custo dos telefonemas foi revertido para o Projeto Criança Esperança e Fome Zero. É o tênis dentro da função social.
Maria Esther Bueno
Participando pela segunda vez do Brasil Open como convidada especial Maria Esther Bueno, 65 anos, a maior tenista da história do Brasil, foi homenageada junto com Armando Vieira e Givaldo Barbosa Ela ministrou uma clínica, tendo como um dos participantes o comediante Renato Aragão, que demonstrou falta de habilidade no manejo da raquete, o que é normal em iniciantes.
Maria Esther é um nome famoso no país e no Exterior pelas suas conquistas tendo sido tricampeã em 1959, 1960 e 1964 em Wimbledon; tetracampeã do Aberto do Estados Unidos, o US Open, em 1959, 1963, 1964 e 1966. Será que algum dia uma tenista do Brasil poderá se aproximar desses títulos?
Ela foi um destaque internacional e não ficou milionária porque a premiação, naquela época, era simbólica e na Inglaterra recebeu peças de cristal e nenhum dinheiro ao ser campeã. Bem diferente de hoje em que um campeão de um desses torneios que ela ganhou recebe mais R$ 3 milhões, são patrocinados, ganham com publicidade e recebem raquetes e uniformes.