Tribuna do Leitor

O "Almofadinha"


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Era essa a denominação que os usuários da ex-Estrada de Ferro Noroeste do Brasil resolveram carinhosamente atribuir aos trens de passageiros, com prefixos P-1 e P-2, que circulavam entre as cidades de Bauru e Albuquerque Lins, hoje, apenas Lins. A circulação desses trens começou a ocorrer logo após a localidade linense obter sua emancipação, elevando-se a município, com instalação no dia 21 de abril de 1920.

No período revolucionário de 1924, a administração da ferrovia resolveu suprimir o tráfego dessas composições e somente a partir de 7 de julho de 1925 voltaram a circular, para alegria dos passageiros que então poderia viajar até Bauru, resolver seus problemas e voltar no mesmo dia.

Utilizavam os trens P-1 e P-2, pessoas das seguintes localidades e estações: Lins, Monlevade, Paredão, Cafelândia, Guarantã, Lauro Muller, Cincinato Braga, Toledo Piza, Presidente Alves, Mirante, Araribá, Avaí, Nogueira, Tibiriçá, Posto km 17, Val de Palmas.

Os moradores de Pirajuí só podiam viajar nesse trem desde que se dirigissem até a estação de Toledo Piza, considerando que somente depois de 15 de novembro de 1925 é que passaram a ter os trens MP-1 e até MP-8, pelo ramal até Presidente Alves.

No ano de 1955, os trens de passageiros que circulavam entre Bauru e Lins já não eram conhecidos como “Almofadinha” mas sim “Trem dos estudantes” e suas composições eram de vagões de cargas e passageiros, ou seja, os trens M-1 e M-2.

Como dizia o poeta Guilherme de Almeida, “tudo passa, como um simples novelo de fumaça” e não temos mais nada. Só resta a saudade de tempos tão românticos. (Vivaldo Pitta - diretor do Museu de Avaí)

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