Muito revoltada com a morte de Jonatan Bueno Garcia na Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) de Bauru, a mãe do garoto e dona de casa, Sônia Bueno, que mora no Jardim Ivone, diz que o filho estava sendo ameaçado por colegas há um mês. Ele foi internado em janeiro deste ano na unidade local, mas entrou na Febem em abril do ano passado, segundo a assessoria de imprensa da instituição.
Sônia explica que anteriormente o adolescente cumpriu medida sócio-educativa restritiva de liberdade na Febem de Lins porque roubou um boné e um relógio. A assessoria de imprensa da instituição não informa o motivo da internação do menor. Em entrevista ao JC, a dona de casa culpa a direção da unidade pela morte do filho.
Jornal da Cidade - O Jonatan morava em Bauru? Quem era ele? Sônia Bueno - Ele tinha 17 anos e morava comigo no Jardim Ivone. Antes de entrar na Febem, estava trabalhando, fazendo bicos de reciclagem no ferro-velho.
JC - Ele estudava? Quais eram seus planos? Sônia - Como ele tinha um pouco de problemas mentais, era difícil ele ficar muito tempo na escola. Mas tinha a intenção de voltar a estudar depois de sair da Febem.
JC - Quando foi a última vez que a senhora teve contato com o Jonatan? Sônia - No domingo. Eu e meus sobrinhos fomos visitá-lo. Dois primos dele também estão internados lá e quero fazer um apelo para tirá-los de lá.
JC - Nas visitas, ele reclamou que estava sendo ameaçado? Sônia - Ele falou que estava sendo ameaçado por menores, inclusive por funcionários, que estavam ‘acendendo’ para os outros pegarem ele. Já fazia uns 30 dias que os funcionários queriam ‘armar’ para ele lá dentro.
JC - Informações extra-oficiais contam que havia rixas entre o Jonatan e outros internos. Ele comentou sobre isso com a senhora? Sônia - Ele tinha problemas com funcionários. Mas quero saber exatamente como aconteceu. A vida do meu filho não se ganha por um boné ou um relógio. Sou mãe e a dor que estou passando muitas mães já passaram. Isso foi um total descuido da Febem.