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Parceria com IPA facilita reforma

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Como a escola Ernesto Monte tem menos de R$ 7 mil por ano para reforma e manutenção, além do dinheiro arrecadado pela Associação de Pais e Mestres (APM), toda colaboração é bem-vinda, explica a professora Elci Papassoni Fernandes, que coordena as obras. Visando reduzir custos, ela viabilizou uma parceria com o Instituto Penal Agrícola (IPA), na qual os reeducandos trabalham de graça na reforma e está buscando colaboração de ex-alunos.

“Atualmente, temos onze reeducandos trabalhando na escola. Eles é que fizeram tudo: reformaram piso e pintaram as salas, trocaram vidro e assentaram ajulezos em todos os corredores”, relata ela, que elogia a qualidade do serviço prestado. “Eles trabalham muito bem e são educados”, atesta a diretora Heloíse Helena Cerqueira de Souza.

O diretor do IPA, Gilberto de Assis Oliveira, conta que todos os 880 detentos trabalham. “O trabalho faz parte da reintegração à sociedade. A maioria trabalha no próprio IPA, mas temos reeducandos em empresas e em parcerias como esta do Ernesto Monte. Para cada três dias trabalhados, há remissão de um dia da pena e nas empresas eles têm salário”, relata.

Na proposta de reduzir custos, Elci já conseguiu colaboração de alguns ex-alunos. “E estamos fazendo contato com outros”, conta ela que, na condição de professora readaptada após ter sofrido um grave problema nas cordas vocais, centra forças e tempo na recuperação do prédio.

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