Regional

PR apreende gasolina adulterada em Ja

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú – Uma carga de 16 mil litros de gasolina adulterada foi apreendida ontem pela Polícia Rodoviária de Jaú (47 quilômetros a leste de Bauru) no quilômetro 172, da rodovia Engenheiro Paulo Nilo Romano (SP 225). A carga estaria sendo devolvida por uma revenda de Buritama para distribuidora de Santana do Parnaíba. O caminhão-tanque Mercedes-Bez, placas JJB 0258, de Brasília, foi parado às 9h30 em uma fiscalização. O soldado da PR Sandro Roberto Venarusso, especializado em produtos perigosos, estranhou o fato do caminhão-tanque seguir no sentido Jaú-Brotas, mas apresentar notas que registravam entrega em direção oposta. A gasolina deveria ir para postos em Promissão, Sales e Buritama, município de origem do veículo.

No depoimento ao delegado do 3.º Distrito Policial de Jaú, Luverci da Costa Mello, o caminhoneiro José Rogério dos Santos disse que os três postos de gasolina não aceitaram o produto. Ele é funcionário da revendedora Transburipetro, de Buritama.

A reportagem do JC apurou que o combustível adulterado nem chegou a ser apresentado para os postos. O proprietário do posto Rumo Certo, em Promissão, Marcos Paulo, revelou que foi avisado anteontem que a gasolina não seria entregue e estaria sendo devolvida ontem. Na versão do motorista à Polícia Civil, os postos de combustíveis é que teriam recusado e, por isso, ele teria voltado para a empresa, em Buritama, e informado da recusa.

O dono da Transburipetro teria feito um teste e confirmado que a carga estava adulterada. Foi então que Santos teria recebido ordem para levar a carga para Santana do Parnaíba, local de origem do combustível adulterado.

Adulterado

O delegado comenta que foi solicitado a um dono de posto de combustíveis de Jaú que fizesse um teste com a gasolina. De acordo com Mello, o exame preliminar apontou que havia uma adição de 58% de álcool, enquanto que o permitido pela Agência Nacional do Petróleo é de 24% a 26%. O delegado acrescenta que foi acionada a Justiça Federal, em Jaú, que determinou a retirada de uma amostra do combustível e a lacração do tanque. O delegado explica que a amostra passará por um exame químico para se confirmar a irregularidade. Com o laudo definitivo, será instaurado inquérito policial. O motorista foi liberado e o caminhão ficou retido em Jaú.

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