Política

DAE deve reajustar tarifas em breve

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru, José Clemente Rezende, anunciou ontem, em audiência pública realizada na Câmara Municipal, que a autarquia já estuda um reajuste na sua tarifa. O último aumento, de 12,5%, foi aplicado em abril do ano passado. Clemente não revela o percentual que será aplicado e nem a data que entrará em vigor.

Porém, ele deixa claro que o reajuste deverá ocorrer a curto prazo ao lembrar que o dissídio coletivo dos servidores públicos municipais ocorrerá no mês que vem. “Estamos analisando um estudo (sobre o reajuste). Temos uma série de impactos na receita do DAE neste momento. Temos a questão do tratamento de esgoto, da frota de veículos que precisa ser revista porque é velha”, enumera.

Clemente elenca ainda as condições de trabalho dos servidores do DAE, que também necessitam de incrementação. “O dissídio terá um impacto no orçamento da empresa, que até é equilibrado, mas não é folgado”, argumenta.

Ele garante que a tarida do Departamento de Água e Esgoto é uma das mais baratas do Estado, principalmente se comparada com a da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Hoje, o DAE divide as cobranças das tarifas em quatro categorias: residencial, comercial, industrial e pública. São cerca de 120 mil ligações residenciais. A taxa de esgoto tem peso 60% na composição da tarifa.

Se um consumidor consome 10 mil litros de água no mês, vai pagar R$ 6,50 e mais R$ 3,90 de esgoto. No extremo, a conta de um consumidor de 100 mil litros de água vai a R$ 115,08. “A nossa tarifa é menor em todas as cidades onde a Sabesp opera o sistema de captação e distribuição de água”, informa.

Questionado se a intenção da empresa é de pelo menos aplicar no reajuste a inflação acumulada em 2004, Clemente preferiu dizer que há apenas um estudo em andamento sem definição, ainda, de percentual.

“Não posso dizer, neste momento, qual o índice porque não temos ele. O estudo vai apontar um percentual satisfatório, capaz de equilibrar a conta do DAE e que não onere o consumidor”.

O presidente da autarquia lembra que não se faz contratações de trabalhadores há anos. “A população e o número de ligações cresceram e se tem um quadro de funcionários reduzidos”, observa.

Sobre a questão do tratamento de esgoto, Clemente diz que tem encontrado no Ministério Público do Estado (MP) disposição para auxiliar o município a resolver o problema.

“Já é certo que precisamos realizar o tratamento do esgoto num curto espaço de tempo. Vai depender das condições que nós teremos. Hoje, com recursos próprios que temos, estamos colocando à disposição a construção de mais dez quilômetros de emissários”.

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