Tribuna do Leitor

Reflita sempre


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Observando a matéria do JC no tribuna do leitor do dia 24-02-05, intitulada como “Reflita sempre”, muito bem colocada pelo sr. Antonio Ribeiro Correa, comecei a refletir sobre os fatores e valores que, distorcidos, apresentam os seres humanos em relação à qualquer obra significativa à VIDA. Os valores morais e éticos mesclaram-se profundamente com os poderes aquisitivos da barganha dos "grifeiros” nomeados e renomeados, patentes e patenteados e, às vezes, patéticos, ou seja, uma obra que tem que ter a assinatura, mesmo que mais se pareça um hieroglifo, mas tem-se que tê-la aposta no canto da obra...

De obras como Rafael a Picasso, foram a leilão não só as assinaturas das ditas cujas e sim a assinatura do "sentimento verdadeiro” por obras de real valor e sentimento. Sentimento este que foi apresentado pelo soldado "saldo” na história e pelo ”jardineiro da casa” do antigo senhorio, que adquirindo a tela com o título "O filho”, pelo pai e pelo amigo, acabou por arrebanhar todas as obras com ou sem importância leiloeira e levou para sua casa as experiências, as vidas ali contidas e inteiras.

Levou consigo também o que viveu, o que sentiu. Por fim, acabaou levando todas as obras em forma de respeito e, principalmente, gratidão. Fica de minha parte um recado a todos: "Nem tudo que aparenta, realmente o é...” (Wilson Carlos de Oliveira)

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