Regional

Favela do Baiano Bomba cederá lugar para uma área reflorestada

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A favela do Baiano Bomba vai acabar. Em seu lugar vai surgir uma área reflorestada, num prazo de até 15 meses, prevê a secretária municipal da Habitação de Jaú, Alzira Fátima Voltolin. “Se tudo correr bem, as obras do mutirão vão começar em março e, em 12 meses, as casas deverão estar prontas. Após a conclusão, as famílias serão retiradas da área ocupada onde serão plantadas árvores.”

Para a secretária, quando as famílias estiverem morando nas residências o direito constitucional à moradia estará cumprido. “Onde eles vivem são barracos de madeira, esgoto a céu aberto, situação insalubre. Em muitos casos, a família vive em um cômodo que serve de quarto e cozinha.”

De acordo com ela, esses trabalhadores rurais esperam pela casa própria há mais de 13 anos. “Esse projeto veio contemplar essas famílias de baixa renda. Inicialmente, eram apenas 107 lotes, mas fizemos uma retificação de área e com o novo planejamento são 173 lotes que atendem as exigências do CDHU. Cada um deles mede 10 por 20.”

Ela frisa que há 107 inscrições realizadas. “A retificação é recente. Estamos cadastrando novos mutuários. A seleção é feita pela CDHU e nosso departamento de assistência social. A prioridade é a necessidade, embora boa parte se encontre em área verde. Esse pessoal vai participar do mutirão.”

Perfil dos moradores

Cerca de 90% dos inscritos para participar do mutirão do Distrito de Potunduva são cortadores de cana. “Na safra, eles trabalham de março a começo de dezembro. As prestações do CDHU é de aproximadamente 15% do salário deles. Como a maioria ganha o mínimo, ela não chega a R$ 50,00. Eu acredito que eles possam pagar as prestações com o que recebem durante a safra”, explica a secretária da Habitação de Jaú, Alzira Voltolin.

A média de pessoas em cada barraco é cinco, confirma a secretária. “Existem as exceções, famílias com 10, outras com três ou quatro. As crianças estudam porque no distrito há escola, creche, unidade de saúde, projetos culturais, brinquedoteca, etc.”

As construções do sistema de mutirão, segundo a secretária, vão ser entregues com toda a infra-estrutura. “Esgoto, asfalto e eletrificação. Os barracos serão retirados assim que as famílias mudarem para não correr o risco de serem novamente ocupados.

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