Regional

Mutirão em Agudos deve iniciar em março

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Em Agudos (18 quilômetros ao sul de Bauru) 50 famílias que ocupam área de risco nos bairros São Vicente I e II serão beneficiadas pelo programa de desfavelamento do CDHU. Os beneficiados são famílias de baixa renda, cortadores de cana e catadores de recicláveis, com salários, na maioria dos casos, que não chega ao mínimo.

Só cinco deles têm carteira assinada, comenta a agente municipal Rosemeire Magali Cornélio. “Os cortadores trabalham durante a safra e depois ficam desempregados. O mercado não os absorve.”

De acordo com a agente, eles vivem em sub-moradias e têm em média de três a quatro filhos. “As crianças de 7 a 10 anos estão estudando. Os adolescentes, em grande parte, abandonaram os estudos.”

A promiscuidade dentro do barraco é comum, frisa a agente que participou da seleção dos candidatos à casa própria. “Os barracos têm um quarto onde dormem todos os moradores, pais, filhos, netos, sobrinhos.”

O perigo de uma enchente, incêndio ou outra catástrofe também pesou na decisão de construir o mutirão, comenta a agente municipal. “As instalações elétricas é do tipo ‘gato’ em grande parte das moradias. Feitas de modo amador, elas oferecem perigo. Não tem rede de esgoto e, quando chove, o perigo é de enchente.”

Em Agudos, o termo do CDHU já foi assinado com a prefeitura que aguarda a terraplanagem para início das obras. “As obras devem ter início no próximo mês e em 12 meses deverão estar concluídas.”

No lugar da favela, informa Rosemeire Cornélio, vai surgir uma praça e uma área para esporte. “Essa área era reservada para praça e esporte. Foi invadida e a desocupação vai proporcionar o retorno ao projeto original.”

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