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Ciência não é mais bicho-de-sete-cabeças

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 2 min

Antigamente, no tempo da vovó, a palavra ciência era apenas usada em sala de aula para definir as disciplinas “científicas” ou quando faziam referência a grandes cientistas, como Isaac Newton, Albert Einstein e muitos outros nomes, pessoas que pesquisaram e descobriram coisas nunca antes divulgadas.

Mas será que cientista é só aquela pessoa com carinha de doida, que estuda muito e fica famosa quando descobre algo que ninguém sabia? Ah! Isso já mudou muito. Com o crescimento da divulgação científica, as informações chegam com maior rapidez e as pessoas têm mais interesse em saber o porquê dos acontecimentos, de forma científica. Tá confuso? Vamos repensar.

Imagina uma múmia que foi descoberta, por exemplo, há mais de 100 anos, que está em um museu guardadinha. Quando ela foi encontrada, a ciência ainda não havia descoberto o DNA, não possuía equipamentos adequados para pesquisas mais minuciosas. Com a evolução tecnológica, a ciência como um todo pôde aproveitar essas “novidades” para pesquisar com mais profundidade as descobertas do passado e, mais do que isso, trocar informações e pesquisas com institutos do mundo inteiro.

Isso fez com que as pessoas começassem a olhar a ciência com mais interesse, com perguntas do tipo: “Como a ciência explica isso?”. A imprensa também se atualizou e começou a colocar a palavra dos cientistas mais constantemente nas matérias, assim permite que o leitor/telespectador/navegador e outros “or” possam saciar sua sede de curiosidade. Hoje, a curiosidade sobre assuntos mais diversificados é tanta, que só a escola não é suficiente para as pessoas aprenderem tudo o que têm interesse. Por isso, existem também revistas, jornais, sites e reportagens que procuram responder às dúvidas das pessoas. E com a Internet, isso acontece em tempo real.

Exemplo tsunami

Quando aconteceu a tragédia nos países da Ásia, em que morreram mais de 280 mil pessoas com as ondas gigantes, todos ficaram surpresos, entristecidos e curiosos para entender que fenômeno era aquele que fazia o mar invadir a terra com tamanha violência. Aí a ciência entrou na mídia para explicar tintim por tintim o que havia acontecido, o porquê do ocorrido e se haveria riscos de novos tsunamis. As pessoas do mundo inteiro ficaram em estado de alerta, buscando cada vez mais novas informações sobre o ocorrido.

Tantas áreas se beneficiam das descobertas científicas que fica até difícil citar. Mas, para se ter uma idéia, é só lembrar dos tênis “supermodernos” que reduzem o impacto e protegem nossos pés, ou mesmo das varas de pesca ultra-resistentes, que envergam mas não quebram com o maior dos peixes.

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