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Escassez de docentes é problema antigo

Da Redação
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A escassez de docentes no quadro da Universidade Estadual Paulista (Unesp) é problema antigo. A situação começou a se agravar a partir de 1995, quando a instituição criou uma categoria de funcionalismo público diferente para os professores.

O novo regime, que oferecia um pacote de “vantagens” como pensão integral e estabilidade, foi considerado irregular pela Justiça. Quem optou por ele, teve de prestar concurso para se efetivar novamente. A situação levou muitos docentes a pedir aposentadoria.

Não bastassem esses afastamentos, a instituição enfrentou dificuldades para contratar profissionais especializados e ainda passou por um processo de expansão realizado em 2003. Conforme o JC veiculou, na época, foram abertos oito novos câmpus e 36 novos cursos. A defasagem ainda recebeu um empurrão da reforma da Previdência, que tirou do mercado vários professores titulados.

A substituição desses profissionais trouxe à Unesp o risco de retroceder em titulação, já que o grupo substituto é jovem, sem amadurecimento acadêmico. A situação levou um grupo de estudantes para as ruas, no ano passado. Munidos com faixas, cartazes, apitos, latas, eles cobraram contratações. A manifestação transformou-se em paralisações pontuais e, depois, em greve dos alunos do curso de química.

Sabe-se que a Faculdade de Ciências, assim como a de Engenharia, também solicitou a contratação de mais docentes, mas nessa leva de admissões anunciadas, não foi contemplada. A necessidade constou na pauta de reivindicações de professores e funcionários, que permaneceram 73 dias em greve no ano passado.

O problema também mobilizou as duas chapas que concorreram à Reitoria. A de Marcos Macari venceu, assumiu no início do ano e está levando a proposta, definida como prioritária, adiante. Informações extra-oficiais dão conta de novas contratações no segundo semestre deste ano e no primeiro de 2006.

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