Polícia

DIG apura golpe da “promoção da revista e livros” em Bauru

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Após receber reclamação de que a promoção de revistas e livros que vem sendo divulgada em Bauru por jovens em portas de bancos e estabelecimentos públicos movimentados não passa de um golpe para forçar a venda das publicações, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) apreendeu vasto material com dois adolescentes e um rapaz. O objetivo é investigar se as pessoas cujos nomes constam nas fichas apreendidas foram ou não ludibriadas e fizeram a assinatura de revistas sem saber.

O delegado J.J. Cardia, titular da DIG, explica que o autor da denúncia, que afirma ter caído no golpe, relata que os jovens abordam as pessoas apresentando-se como estudantes e oferecem uma promoção na qual ambos podem ganhar. “Esses jovens contam que se trata de uma promoção na qual eles, que dizem ser estudantes, ganham bolsa de estudo se conseguir fazer o cadastro e a pessoa vai concorrer a uma determinada promoção”, relata.

Em seguida, perguntam se a pessoa tem cartão de crédito. Achando que está ajudando um estudante, a vítima passa dados pessoais que são anotados numa ficha, que seria para a promoção. “Mas eles pedem também o cartão. Sem que a vítima veja, eles passam um decalque sobre o cartão e tiram o número. Em seguida, pedem para a vítima assinar a ficha, onde já está o decalque, mas fazendo ela acreditar que trata-se apenas da ficha da promoção”, detalha.

A vítima vai embora com uma revista que eles deixam que ela escolha achando que está participando de uma promoção, mas mais tarde ao receber a fatura do cartão descobre que fez a assinatura da revista. “Eles usam esta artimanha para forçar a assinatura da revista. A pessoa faz a assinatura sem saber e depois já é descontado no cartão de crédito”, frisa Cardia.

O delegado apreendeu mais de 50 fichas já preenchidas. “Já tínhamos recebido este tipo de reclamação, mas achávamos que se tratava de clonagem de cartão”, diz Cardia. Agora, ele vai ouvir as pessoas cujos nomes estão nas fichas para saber se elas autorizaram ou não a assinatura da revista. Os três rapazes foram liberados.

Comentários

Comentários