Tribuna do Leitor

www.náufrago


| Tempo de leitura: 1 min

Globalização é muito mais que uma palavra da moda usada para remeter a tudo que é contemporâneo: é salvação, perdição e também solidão.

Dizem por aí: “Nunca estivemos tão próximos a tudo e a todos, tão conectados” - mais conectados que nós, só nossos computadores mesmo. Aliás, o mais interessante é a eficiência com que avançadíssimos meios comunicativos superficializam o contato humano.

Arriscaria até que é perfeitamente possível viver em oito singelos metros quadrados: até sexo virtual inventaram - tão insípido quanto seguro.

Uma ilha, só que em solo firme. É o que um ser humano poderá tornar-se caso não aprenda a conviver com isso de forma comedida.

Tão importante quanto saber empregar toda essa tecnologia comunicativa é também entender que ela aproxima-nos de forma dinâmica, mas também mecânica.

De fato, a imagem de pessoas alienando-se na solidão tecnológica não é geral, aliás, bem longe disso, no entanto, é assombroso notar a solidão conseqüente de novos hábitos impostos por uma sociedade cada vez mais globalizada. Quem sabe nossos netos, ao invés de um curso de computação, tenham que fazer um curso de humanização... (Luiz Octávio Trípoli Pagani - RG 33.894.328-6 - estudante)

Comentários

Comentários