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Motorista comum deixa PR em alerta

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 3 min

O aumento do fluxo de veículos nas estradas durante os feriados prolongados, como o da Páscoa, exige atenção redobrada por parte da Polícia Rodoviária. Nesse aspecto, os motoristas que não estão acostumados a dirigir em rodovias são os que causam maior preocupação para os policiais.

“No dia-a-dia, temos nas estradas o viajante e o caminhoneiro. Já nos feriados prolongados, temos principalmente o cidadão que trabalha dentro da cidade e aproveita a data para viajar com a família. É um fator que nos alerta, porque é o tipo de condutor que vai demorar um pouco mais para reagir em uma situação adversa”, explica o oficial de Relações Públicas do 2.º Batalhão da Polícia Rodoviária de Bauru, tenente Wanderlei de Andrade Júnior.

Segundo ele, é fácil perceber quando o motorista não está habituado a dirigir na estrada. “Basta verificar o modo como ele conduz o veículo. É um estilo diferente de quem está acostumado com a rodovia”, comenta.

O tenente afirma que os motoristas comuns aparecem em número elevado nas estatísticas de ocorrências registradas nos feriados prolongados, mas faz uma ressalva. “Durante esse período, esses condutores são maioria nas estradas e, por isso, não é possível afirmar que eles sejam os grandes causadores de acidentes”, destaca.

Bagagem

A presença de motoristas que não viajam com freqüência nas rodovias não é o único fator que preocupa a Polícia Rodoviária nos feriados prolongados. A colocação de bagagem sobre o tampão traseiro do veículo também merece atenção especial dos policias.

Andrade Júnior lembra que a colocação de objetos em cima do tampão se transforma em um risco a mais para os ocupantes do carro. “É hábito comum colocar ali uma bolsa de mão ou uma caixa de sapato, mas isso deve ser evitado. A bagagem acaba se tornando uma arma, porque em caso de freada ela virá para cima de quem está nos bancos de trás e da frente”, alerta.

Mais trabalho

Os feriados prolongados também alteram a rotina dos policiais rodoviários. O oficial de Relações Públicas do 2.º Batalhão, tenente Wanderlei de Andrade Júnior, estima que o volume de trabalho aumenta 20 vezes nesse período. “Quem está de folga é escalado e quem está de serviço acaba sendo mais exigido, quer na fiscalização ou nos atendimentos”, relata.

Ele afirma que os policiais são preparados, porém, para suportar essa situação. “O estresse já faz parte do nosso dia-a-dia, porque o policial socorre diversos acidentes e, por mais frio que seja, tem sentimentos. É óbvio que ele não expressa ou se deixa influenciar durante o atendimento”, comenta.

Andrade Júnior observa, ainda, que o feriado prolongado não termina no domingo à noite para os policiais. “A tranqüilidade volta apenas na terça-feira”, diz.

Até a tarde de ontem, o balanço parcial do 2.º Batalhão apontava 17 acidentes com vítimas nas estradas da região e 21 sem vítimas desde a noite de quinta-feira, quando começou a “Operação Semana Santa”. Foram registradas 22 vítimas leves e quatro graves, um atropelamento, 812 autuações, 17 recolhimentos de veículos, 17 apreensões de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) e 55 casos de documentação irregular do veículo.

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