Tribuna do Leitor

O GOVERNO ARRECADA MUITO E GASTA MAL


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Conforme matéria publicada na revista Veja, de 7/7/04, pag. 102, com o título “Rumo à estação INSS”, tendo como subtítulo “Militantes que queriam derrubar a ditadura para instalar a sua própria vão ganhar 4 bilhões de reais em indenização”, a comissão federal que decide pela justeza das indenizações já recebeu 43.000 pedidos de militantes comunistas. Segundo a mesma revista, de 24/11/04, pag. 54, só o escritor e jornalista Carlos Heitor Cony, comunista que não foi exilado nem torturado pelos militares, foi contemplado com uma invejável indenização de R$ 1,4 mi (um milhão e quatrocentos mil reais) e mais uma polpuda e generosa aposentadoria de R$ 19.000,00, por ter sido demitido do Correio da Manhã, durante o regime militar, de onde saiu por pressão política.

Esse valor é o dobro do soldo de um general e superior ao salário do presidente da República. É mais um de centenas de marajás existentes no país, somados com os privilegiados parlamentares do Congresso Nacional, membros do Judiciário e do Executivo. (Severino Cavalcanti, em trinta dias, já aprovou projetos que aumentam os gastos públicos em 30 bilhões de reais por ano.)

O INSS tem recursos para pagar tão absurdas indenizações e aposentadorias, mas para a maioria dos trabalhadores, aposentados e pensionistas não pode pagar mais que R$ 260,00 para não quebrar a instituição e as prefeituras. Por outro lado, o ex-militante e operário Manoel Fiel Filho, supostamente torturado e morto durante o regime militar, em janeiro de 1976, não teve o mesmo tratamento recebido por Cony.

Após muita luta no Judiciário, a viúva Tereza Martins Fiel, com 72 anos de idade, conseguiu receber a indenização em 1997, de R$ 300 mil e pensão de R$ 900,00 por mês. Os fatos revelados pela revista Veja sugerem a seguinte indagação: as indenizações e aposentadorias que o governo vem pagando aos militantes comunistas e a seus herdeiros, com o dinheiro público, são justas e legítimas? (Dorival Cury - RG 2.399.643)

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