Osasco - Na primeira partida da final da Superliga Feminina de Vôlei, o Rexona-Ades viu cair por terra a invencibilidade em seu ginásio. Hoje, no segundo duelo da série melhor-de-cinco, quer dar o troco. Já o Osasco, responsável pelo feito, busca a segunda vitória para se aproximar de mais um título nacional. A partida será disputada às 19h30, no ginásio José Liberatti, em Osasco, com transmissão do canal a cabo Sportv.
Os treinadores das duas equipes sabem que todo o cuidado é pouco no confronto desta noite. No time de Osasco, o técnico José Roberto Guimarães tem o que ele mesmo chama de uma “boa preocupação”.
Na primeira partida da final, substituiu Bia pela ponteira Paula, deslocando Mari para a posição de oposto. A mudança foi a chave para a vitória do time paulista, tanto que Mari foi a maior pontuadora, com 20 acertos, e recebeu o Troféu VivaVôlei como melhor em quadra.
Agora, o técnico tem dúvidas se volta à formação original ou se mantém Paula na equipe. “Não podemos esquecer que a Bia muitas vezes segurou a equipe nesta Superliga. Mas a Paula entrou muito bem. Acabo tendo duas excelentes opções”, comemora Zé Roberto.
Para dificultar ainda mais a situação do treinador, Bia é a segunda maior pontuadora da Superliga, com 335 pontos (299 de ataque, 28 de bloqueio e oito de saque), além de ser a atacante mais eficiente, com 31,26% de acertos. Para Zé Roberto, independentemente de quem for a titular, o mais importante será a concentração da equipe em quadra.
“Do outro lado temos um adversário que foi derrotado em casa na primeira partida e entrará muito mais agressivo. O Rexona erra pouco e exigirá atenção total. Procurei baixar a euforia das jogadoras, pois a série está só no início”, analisa Zé Roberto.
Do outro lado, Bernardinho também afia suas armas para o duelo. Durante a semana, o técnico deu ênfase especial aos treinos de bloqueio, fundamento que deixou a desejar na primeira partida: foram apenas dois pontos, contra 16 do Osasco. Bernardinho também acredita que o time não soube lidar com a mudança de posição de Mari.
“Temos de jogar com mais segurança e não falhar nos bloqueios e nos contra-ataques. O Osasco tem um ataque poderoso e como no último jogo a Mari mudou de posição, a equipe ganhou um gás a mais. Temos de saber lidar com essas situações e fazer um jogo equilibrado como o que fizemos, apenas com mais atenção nos momentos decisivos”, explica Bernardinho.
Para empatar a série, o treinador do Rexona/Ades conta com a regularidade de sua equipe, que lidera quatro dos seis fundamentos do ranking de estatísticas: ataque, defesa, levantamento e recepção.
Osasco/Finasa: Carol, Bia (Paula), Érika, Mari, Valeskinha e Carol Gattaz. Líbero: Arlene. Técnico: José Roberto Guimarães
Rexona-Ades: Fernanda Venturini, Leila, Sassá, Jaqueline, Kátia e Fabiana. Líbero: Ricarda. Técnico: Bernardinho