Bairros

Moradores se preocupam com segurança e lixo em terreno baldio e pedem creche

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Para os moradores do Jardim Prudência e adjacências, os maiores problemas são segurança, lixo, asfalto e serviços sociais. A professora Catarina de Souza Aguiar, por exemplo, reclama que sempre há lixo jogado em um terreno baldio ao lado de sua casa. “A gente limpa, mas no dia seguinte tem outro lixo”, diz, lembrando que o caminhão da coleta passa regularmente no bairro.

No item segurança, o que preocupa os moradores são roubos, furtos e homicídios. “Como moro perto de terrenos baldios, reforço as travas de portas e janelas de casa porque podem entrar”, comenta a professora. Sobre equipamentos sociais, a pesquisa da Faculdade de Serviço Social revelou que 13% das famílias apontam a necessidade de creche no bairro.

“Isso demonstra uma demanda social a ser conquistada, haja visto que trata-se de um direito e é fundamental ter um apoio social que contribua com a educação da criança desde os primórdios de sua existência para que possa garantir o seu desenvolvimento infantil pleno nos aspectos físico, intelectual, afetivo e social”, cita o relatório da pesquisa.

O estudo também revelou a existência de crianças fora da escola em 4% das famílias pesquisadas. E em 12% das famílias entrevistadas, já ocorreu evasão escolar. Já no Jardim Filomena, o percentual sobe para 22%, índice considerado preocupante pelas pesquisadoras. “A educação é obrigatória para crianças no ensino fundamental segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Constituição Federal”, diz o relatório.

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Deficiência

A pesquisa revelou que 14% das 326 famílias entrevistas possuem um membro portador de deficiência, índice considerado alto se comparado a outros estudos já realizados de acordo com as coordenadoras do estudo. O tipo de deficiência predominante foi a mental com 33%, seguida da física com 27% e de 16% múltipla.

Dos portadores de deficiência, 49%, são beneficiários da previdência através do benefício de prestação de serviço continuada garantida pela Lei Orgânica da Assistência Social. Porém, apenas 17% integram programas sociais e somente 15% estão inseridos no mercado de trabalho.

“A pessoa portadora de deficiência enfrenta grandes dificuldades, visto que atualmente o mercado é exigente e excludente mesmo para aqueles que possuem qualificação, que dirá para os desqualificados e ainda portadores de deficiência. O que se percebe, é que, apesar da implantação de uma política nacional de inclusão da pessoa portadora de deficiência nos estabelecimentos de ensino e no mercado de trabalho ainda assim o preconceito é predominante”, diz o relatório.

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