Política

Auditoria da Emdurb divide vereadores

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

O resultado da escolha promovida pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) para a realização de auditoria administrativa, financeira e operacional na empresa não agradou parte dos vereadores da Câmara Municipal. A vencedora foi a Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp), que cobrará R$ 76.759,76 pelo serviço.

O vereador José Carlos Batata (PT) acredita que o levantamento deveria ser realizado por entidades instaladas no município, o que poderia baratear o processo. “A auditoria é necessária, mas temos pessoas muito competentes por aqui, como os membros do Sindicato dos Contabilistas”, avalia.

O mesmo discurso é adotado pelo parlamentar Paulo Madureira (PP). “Fico preocupado pelo valor, porque R$ 76 mil para uma cidade que atravessa tantas dificuldades como Bauru é muita coisa. Os problemas da Emdurb são fáceis de detectar e, além do Sindicato dos Contabilistas, há gente dentro da própria prefeitura que poderia fazer esse trabalho”, opina.

A direção da empresa municipal argumenta que a contratação de uma auditoria sem nenhum vínculo com o município afasta possíveis pressões que eventualmente apareçam durante o trabalho. A Fundunesp tem sede em São Paulo e enviará para Bauru quatro especialistas em gestão pública.

Para o vereador Primo Mangialardo (PSB), o preço cobrado pela fundação não está fora da realidade de mercado. “Pelo tamanho do problema apresentado pela direção da Emdurb, R$ 76 mil até que é barato. Não é qualquer empresa que está apta a fazer esse trabalho”, comenta.

A mesma avaliação é feita pelo parlamentar João Parreira (PSDB). “Dificilmente a Emdurb conseguiria contratar uma auditoria por um preço menor, porque é um serviço muito detalhado”, anuncia.

O vereador Faria Neto (PDT), líder do governo Tuga Angerami na Câmara, destaca que a empresa municipal está realizando o processo com transparência. “Foi aberta uma licitação e o menor preço apresentado foi este”, diz.

Disputa

Além da Fundunesp, a Fundação Itedes, ligada à Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a auditoria privada Expandi, de Araraquara, participaram da licitação, que foi realizada na modalidade carta-convite.

O edital estabelece prazo de 90 dias para a conclusão dos trabalhos, prorrogável por igual período. A equipe da Fundunesp será formada por Gilberto Pereira Barreto, Sheila Alessandra Jacintho, Luciano Pezza Cintrão e Luís Henrique Stucchi.

A direção da Emdurb espera que a auditoria possa aprofundar o diagnóstico dos problemas apurados até o momento, servindo de base para o processo de saneamento da empresa municipal, que tem dívida estimada em cerca de R$ 20 milhões.

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