Bairros

Lixo poderá ficar sem destinação

Rose Araujo
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O risco de esgotamento da capacidade do aterro sanitário de Bauru é outra grande preocupação no que diz respeito ao meio ambiente. De acordo com avaliação da própria Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), a estimativa é que esse espaço tenha apenas mais 18 meses de vida útil. “É muito pouco tempo”, disse o presidente da autarquia, Renato Purini, em entrevista ao Jornal da Cidade no último dia 19.

O promotor do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Sciuli de Castro, ressalta que muitas pessoas não consideram o lixo como um grande problema ambiental. “Para uma boa parcela da população, depois que o caminhão passa e leva o lixo embora da porta dela, o problema acabou. Mas não é bem assim”, afirma.

Segundo ele, a falta de uma destinação adequada para o lixo doméstico e hospitalar pode trazer graves conseqüências para o meio ambiente.

Em matéria publica pelo JC no dia 19 de março, o presidente da Emdurb explica que a saída mais rápida para amenizar o esgotamento do aterro é criar uma quarta camada no aterro atual, já que a construção de um novo espaço para o lixo custaria aproximadamente R$ 2 milhões.

Ele destaca que a empresa municipal iria entrar com um pedido de licença junto à Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) para colocar em prática a quarta camada, uma maneira de abrandar o problema.

Com relação aos dejetos hospitalares, Castro destaca que, dentro de um mês, a promotoria deverá concluir um inquérito no qual faz uma radiografia da situação desse tipo de coleta. “Há mais de 700 pontos de coleta de resíduos de saúde em Bauru. Todo esse material vai para o aterro, onde é colocado numa vala anti-séptica. Mas essa medida não é muito eficiente”, frisa.

Uma alternativa seria utilizar uma auto-clave, que tornaria o lixo esterelizado. Dessa forma, os dejetos poderiam ser transferidos para o aterro ou ter outra destinação.

“Quando a promotoria concluir o inquérito, a Emdurb terá de escolher uma alternativa viável para esse tipo de lixo, que oferece um risco grande à população”.

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