Geral

Jovem busca emprego no Exército

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 9 min

O alistamento no Serviço Militar não é mais encarado pelos jovens como um fantasma. Hoje, os garotos que se alistam na 6.ª Circunscrição do Serviço Militar (CSM), sediada em Bauru, ou mesmo no Tiro de Guerra (TG), vislumbram carreira no Exército Brasileiro. Anualmente, cerca de 3.300 rapazes na faixa dos 18 anos de idade enfrentam uma verdadeira ‘guerra’ na disputa de pouco mais de 100 vagas oferecidas pelo Serviço Militar na cidade.

Em Bauru, não há escola de cadetes, mas o alistamento na 6.ª CSM ou no TG pode abrir as portas para os jovens decididos a ingressar no Exército. O chefe da 3.ª Seção da 6.ª CSM, capitão Elizeu Valezi, revela que a disputa por uma vaga na circunscrição é requisitada, anualmente, por mais de 150 jovens. Entretanto, somente 15 vão ser selecionados.

O Serviço Militar prestado na 6.ª CSM é diferente em relação ao Tiro de Guerra. O jovem é incorporado ao Exército por um ano – no TG são nove meses - e ganha uma ajuda de custo de R$ 450,00 mensais. O período é de dedicação integral, o que impede o recruta de trabalhar enquanto estiver incorporado. Cumprido o serviço, a dispensa após um ano é inevitável.

Embora as reclamações com relação aos valores do soldo (salário) estejam sempre presentes na mídia, um cabo do Exército ganha R$ 900,00. Se conseguir alcançar a patente máxima, a de general, vai faturar R$ 7 mil mensais. Além do salário, outro atrativo da carreira militar é a estabilidade, o que garante uma certa segurança diante de um mercado de trabalho instável.

Sem dispensa

A persistência foi o que levou Fabrício Cardoso a conseguir uma das 15 vagas da 6.ª CSM. Ele conta que se alistou na Junta do Serviço Militar na intenção de fazer o Tiro de Guerra. “Por excesso de contigente, fui dispensado. Pedi para cancelar a dispensa porque gostaria de qualquer jeito de prestar o Serviço Militar. Foi quando me inscrevi na 6.ª CSM e consegui”, relata.

Cardoso diz que “tomou gosto” pelo Exército. “Meu objetivo agora é fazer a Escola de Cadetes de Agulhas Negras”, conta. Se depender do apoio da família, seu projeto de vida será alcançado. â€œÉ gratificante ver um filho querer seguir a carreira militar. Me emociona muito vê-lo no seu uniforme”, diz Sueli Aparecida Cardoso Kiyomura, mãe de Cardoso.

Na avaliação dela, a formação militar contribui para a composição da personalidade do jovem como cidadão brasileiro. “Ela oferece maturidade, experiência e ajuda na preparação para a vida. De um modo geral, acho que falta aos jovens de hoje disciplina, respeito e cidadania”, observa.

O desejo de seguir a carreira militar também é visível nos rapazes que cumprem o alistamento no Tiro de Guerra. Para o 1.º sargento Erasmo Montagnoli, boa parte dos 100 jovens que freqüenta o TG diariamente vai procurar uma escola de cadetes após o desligamento do Serviço Militar.

Na opinião dele, o soldado se entusiasma com o clima militar ao receber as orientações sobre armamentos, defesa territorial, técnicas especiais de sobrevivência e os tão comentados espírito de grupo e camaradagem. Nos nove meses que passa no TG, o jovem segue uma disciplina rígida, que inclui uma lista de bom comportamento e apresentação.

Para Luiz Gustavo Pezinatto Cardoso, o dia-a-dia do Serviço Militar é cumprido com satisfação. “Quero seguir carreira. Tenho um tio que foi militar e sempre falou muito bem do Exército”, diz. A mesma intenção tem Marcelo Ferreira Sampaio. “Decidi que vou tentar o Exército depois que comecei o Tiro de Guerra”, revela.

A veneração pelo uniforme verde-oliva contagia até mesmo quem ainda está se alistando para prestar o Serviço Militar no ano que vem. O jardineiro Ângelo Danilo dos Reis está empolgado. “Acho que é uma boa profissão. Se depender de mim, vou tentar ingressar na carreira”, diz.

Longe dos rifles e perto do fogo, Edson Inácio de Carvalho é hoje Policial Militar engajado no Corpo de Bombeiros. Ele comenta que teve boas influências da época em que prestou o Serviço Militar. “Foi importante. Aprendi disciplina e que nada é fácil na vida. Valeu a pena”, garante.

• Serviço

A Junta do Serviço Militar recebe até o dia 29 de abril o alistamento dos jovens nascidos em 1987 ou em anos anteriores. É preciso apresentar Certidão de Nascimento original, uma foto 3x4 e comprovante de residência (conta de água, luz ou telefone). A junta fica na rua Monsenhor Claro, 6-40, e seu horário de funcionamento é das 9h às 16h.

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59 anos de atividades

O alistamento no Serviço Militar não é mais encarado pelos jovens como um fantasma. Hoje, os garotos que se alistam na 6.ª Circunscrição do Serviço Militar (CSM), sediada em Bauru, ou mesmo no Tiro de Guerra (TG), vislumbram carreira no Exército Brasileiro. Anualmente, cerca de 3.300 rapazes na faixa dos 18 anos de idade enfrentam uma verdadeira ‘guerra’ na disputa de pouco mais de 100 vagas oferecidas pelo Serviço Militar na cidade.

Em Bauru, não há escola de cadetes, mas o alistamento na 6.ª CSM ou no TG pode abrir as portas para os jovens decididos a ingressar no Exército. O chefe da 3.ª Seção da 6.ª CSM, capitão Elizeu Valezi, revela que a disputa por uma vaga na circunscrição é requisitada, anualmente, por mais de 150 jovens. Entretanto, somente 15 vão ser selecionados.

O Serviço Militar prestado na 6.ª CSM é diferente em relação ao Tiro de Guerra. O jovem é incorporado ao Exército por um ano – no TG são nove meses - e ganha uma ajuda de custo de R$ 450,00 mensais. O período é de dedicação integral, o que impede o recruta de trabalhar enquanto estiver incorporado. Cumprido o serviço, a dispensa após um ano é inevitável.

Embora as reclamações com relação aos valores do soldo (salário) estejam sempre presentes na mídia, um cabo do Exército ganha R$ 900,00. Se conseguir alcançar a patente máxima, a de general, vai faturar R$ 7 mil mensais. Além do salário, outro atrativo da carreira militar é a estabilidade, o que garante uma certa segurança diante de um mercado de trabalho instável.

Sem dispensa

A persistência foi o que levou Fabrício Cardoso a conseguir uma das 15 vagas da 6.ª CSM. Ele conta que se alistou na Junta do Serviço Militar na intenção de fazer o Tiro de Guerra. “Por excesso de contigente, fui dispensado. Pedi para cancelar a dispensa porque gostaria de qualquer jeito de prestar o Serviço Militar. Foi quando me inscrevi na 6.ª CSM e consegui”, relata.

Cardoso diz que “tomou gosto” pelo Exército. “Meu objetivo agora é fazer a Escola de Cadetes de Agulhas Negras”, conta. Se depender do apoio da família, seu projeto de vida será alcançado. â€œÉ gratificante ver um filho querer seguir a carreira militar. Me emociona muito vê-lo no seu uniforme”, diz Sueli Aparecida Cardoso Kiyomura, mãe de Cardoso.

Na avaliação dela, a formação militar contribui para a composição da personalidade do jovem como cidadão brasileiro. “Ela oferece maturidade, experiência e ajuda na preparação para a vida. De um modo geral, acho que falta aos jovens de hoje disciplina, respeito e cidadania”, observa.

O desejo de seguir a carreira militar também é visível nos rapazes que cumprem o alistamento no Tiro de Guerra. Para o 1.º sargento Erasmo Montagnoli, boa parte dos 100 jovens que freqüenta o TG diariamente vai procurar uma escola de cadetes após o desligamento do Serviço Militar.

Na opinião dele, o soldado se entusiasma com o clima militar ao receber as orientações sobre armamentos, defesa territorial, técnicas especiais de sobrevivência e os tão comentados espírito de grupo e camaradagem. Nos nove meses que passa no TG, o jovem segue uma disciplina rígida, que inclui uma lista de bom comportamento e apresentação.

Para Luiz Gustavo Pezinatto Cardoso, o dia-a-dia do Serviço Militar é cumprido com satisfação. “Quero seguir carreira. Tenho um tio que foi militar e sempre falou muito bem do Exército”, diz. A mesma intenção tem Marcelo Ferreira Sampaio. “Decidi que vou tentar o Exército depois que comecei o Tiro de Guerra”, revela.

A veneração pelo uniforme verde-oliva contagia até mesmo quem ainda está se alistando para prestar o Serviço Militar no ano que vem. O jardineiro Ângelo Danilo dos Reis está empolgado. “Acho que é uma boa profissão. Se depender de mim, vou tentar ingressar na carreira”, diz.

Longe dos rifles e perto do fogo, Edson Inácio de Carvalho é hoje Policial Militar engajado no Corpo de Bombeiros. Ele comenta que teve boas influências da época em que prestou o Serviço Militar. “Foi importante. Aprendi disciplina e que nada é fácil na vida. Valeu a pena”, garante.

• Serviço

A Junta do Serviço Militar recebe até o dia 29 de abril o alistamento dos jovens nascidos em 1987 ou em anos anteriores. É preciso apresentar Certidão de Nascimento original, uma foto 3x4 e comprovante de residência (conta de água, luz ou telefone). A junta fica na rua Monsenhor Claro, 6-40, e seu horário de funcionamento é das 9h às 16h.

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59 anos de atividades

O Tiro de Guerra (TG) 02-054, instalado em Bauru, foi criado no dia 4 de julho de 1946, segundo documentos registrados e guardados no próprio local. Mas o TG só entrou em funcionamento em março do ano seguinte com a matrícula de 82 convocados. Porém, a movimentação para se criar na cidade o Serviço Militar é muito mais antiga.

Em dezembro de 1916, nasceu a idéia da fundação no município de uma “instituição” destinada a ministrar instrução militar aos jovens. Tudo começou com um edital publicado num jornal que convocou os interessados no projeto a participarem de uma reunião na Sociedade Italiana Dante Alighieri.

A convocação foi assinada por Américo Alves Meira. Compuseram a primeira diretoria da instituição João de Almeida Barros, João Maringoni, Américo Alves Meira e Galba Machado da Costa. A primeira providência foi dirigir um apelo aos jovens em idade de prestar o serviço militar para se inscreverem.

Paralelamente ao início das atividades foi preparada a documentação para a filiação da entidade à Federação Brasileira de Tiro, fiscalizada pelo governo federal. As primeiras instruções foram ministradas em área localizada na confluência das ruas 1º de Agosto e Araújo Leite.

O Tiro de Guerra de Bauru chegou a funcionar no Ginásio Guedes de Azevedo. Sua atual sede, localizada na rua Silvio Marchione, 2-5, na Vila Universitária, foi inaugurada no dia 1 de agosto de 1947.

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