Regional

Descobertas por acaso, águas medicinais dão nova vida às cidades

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O Brasil é um país privilegiado quando o assunto é água. Além dos rios, lagos, lagoas e oceanos, há também as fontes de água medicinais. Na região, a descoberta delas está intimamente ligada à procura pelo petróleo, na década de 80.

Em Piratininga, por exemplo, a água quente e salgada foi descoberta dessa maneira. O município investe no embelezamento da cidade e na instalação de mais hotéis para ser elevada a estância turística.

O mesmo aconteceu em Águas de São Pedro, na década de 20, quando vislumbrou-se que na fazenda, hoje cidade de São Pedro e Águas de São Pedro, havia petróleo. Poços foram perfurados e três tipos de águas medicinais descobertas. O proprietário da fazenda, Angelo Frazim, foi o primeiro a ser beneficiado pela água sulfurosa. Ele se curou de um reumatismo com banhos de imersão.

O balneário, no entanto, só veio com as idéias empreendedoras de Octávio de Moura Andrade, um empresário que comprou a fazenda e criou o balneário nos moldes daquele que ele freqüentava em Araxá, Minas Gerais.

As funções terapêuticas da água de Santa Bárbara foi descoberta a partir da cura das feridas dos escravos, por volta dos anos de 1870. Os desbravadores observaram que os ferimentos dos escravos se cicatrizam com o banho e passaram a fazer as análises, descobrindo uma série de propriedades.

Hoje, a Estância de Águas de Santa Bárbara reúne inúmeros atrativos e se tornou uma cidade turística por causa da água e das belezas naturais.

A cada ano, cresce o número de pessoas que procura águas quentes - doce ou salgada - em busca de seu poder terapêutico. Atualmente, a palavra de ordem é qualidade de vida, o que faz com que as pessoas mudem seu estilo e busquem cada vez mais se integrar a tudo o que vem da natureza.

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