Quando criança e até adolescente, o chique, para quem morava ao redor de Bauru, era passear pela “Americanaâ€. Vir para Bauru e não entrar, pelo menos entrar naquela loja, era como se não tivesse vindo para Bauru. Com o tempo os supermercados foram se expandindo e o passeio passa a ser feito nesses lugares. A gente entra neles e é uma festa, cheio de gente comprando.
Um desses lugares era o Confiança. Um lugar agradável, principalmente pela gentileza (da maioria) dos funcionários. Naturalmente aprendiam a ler a cartilha dos donos que exigiam tratar os clientes como amigos. Esse supermercado inovador, abrindo 24 horas e depois reduzindo um pouco, era muito visitado. A qualquer hora e a qualquer dia estava sempre cheio de gente. Valia a pena disputar as mercadorias que sempre tinham uma boa apresentação e, quando não, era só trocar, sem dificuldades.
No meu aniversário fui surpreendido com uma carta desse supermercado. Não somente me cumprimentando, mas também me oferecendo um almoço com a família no lugar que eu escolhesse. Não perguntaram quantos moravam comigo, não exigiram comprovante do IR, nada. Apenas dei o número de pessoas e prontamente me deram o “vale aniversárioâ€.
Achei esse gesto muito bonito. Desde aquela data, estou para manifestar meu contentamento de haver um supermercado em Bauru, para os bauruenses. Em muitos trabalhos sociais dos quais participo nunca nos negaram ajuda, diferentemente de outros que pedem um prazo (enorme) para confirmar a doação com a matriz e, quando chega, se não é um não, já se passou a necessidade premente.
Também é comum encontrar outras pessoas, naquele espaço de confiança e de gente feliz, que trabalham com projetos sociais pegando gentilmente, para os necessitados, pães ou outros alimentos.
É interessante notar que fazem isso com discrição; inclusive quando mostramos algum preço de produtos mais caro em relação a um concorrente, deixam também o preço menor.
No dia do incêndio só ouvi lamentações. Só ouvi gestos de solidariedade e de apoio. A gerência geral, administrada por um homem líder, altruísta e bondoso, só poderia recolher as pétalas e perfumes no meio dos espinhos. No outro dia, após o incêndio, estive no local e me emocionei. Deu um aperto no coração e um nó na garganta; além de uma satisfação, pois o gigante estava de pé, apenas chamuscado.
No JC, no outro dia só palavras de agradecimentos e acima de tudo agradecimentos a Deus e os votos de esperanças. Que Deus continue abençoando a todos e bem-aventurados também os que têm confiança, porque eles viverão em lugares felizes!
Professor José Rafael Mazzoni - RG 8.083.766