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Farmácia centraliza todas as reclamações

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 1 min

A farmacêutica Cristina Harue Hayashi esclarece que todos consumidores de remédios - não apenas aqueles que compraram produto na farmácia Bom Jesus, onde está funcionando o projeto-piloto Farmácias Notificadoras - podem recorrer ao estabelecimento para prestar queixas.

“Muita gente pensa que por não ter comprado o remédio aqui não pode fazer notificação. Desde que ele tenha a caixinha do remédio com as informações é possível fazer”, diz a farmacêutica.

Hayashi lembra que a maior parte dos consumidores que faz a notificação mora na própria Vila Independência. “Fica difícil para pessoa de outro bairro se deslocar até aqui para relatar o que ocorreu”, diz. “Além disso, eu acho que a população não está acostumada com esse tipo de serviço. Ainda não criou o hábito de utilizá-lo”, completa a farmacêutica, ressaltando que tem orientado os clientes sobre a importância do projeto.

A assessoria de imprensa do Conselho Regional de Farmácia (CRI) do Estado de São Paulo afirma que já esperava baixa procura no início do projeto. O órgão ressalta que o objetivo dessa etapa inicial é justamente estimular o hábito dos consumidores em realizar as notificações sobre possíveis suspeitas de reação adversa a medicamento ou desvio de qualidade do produto.

Para realizar a notificação, é preciso que o consumidor tenha em mãos o nome do medicamento, do fabricante, número do lote e data limite de validade do produto. No caso de suspeita de reação adversa ao medicamento, também é preciso informar o farmacêutico sobre o tempo de uso do produto, motivo do uso, via de administração, além da descrição da reação.

Segundo o CRF, após a fase inicial de implantação do projeto-piloto, os instrumentos e metodologias desenvolvidos serão estendidos a todo o Estado de São Paulo e, num segundo momento, para todo o Brasil.

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