Tribuna do Leitor

Vândalos


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De acordo com o “Aurélio”, eram membros de um povo germânico de bárbaros que devastou o Sul da Europa e o Norte da África. Podemos também chamar de vândalos os destruidores de monumentos e até patrimônio público ou privado.

Já malcriação, segundo o “Aurélio”, é na realidade má-criação (não souberam criar, educar, ensinar os princípios básicos de cidadania, respeito para com o próximo e vai daí afora).

Mas vamos ao que realmente interessa neste momento: está se tornando rotina, aqui na nossa cidade, principalmente nos bairros altos, na chamada zona Sul, nos finais de semana (sexta e sábado), jovens (não tão jovens assim pois alguns, se não a maioria, possuem diplomas universitários e pasmem, alguns até trabalham nessas profissões). Esses “jovens”, ao participarem de suas “baladas” noturnas (e vai madrugada a dentro), muitos deles com carro do ano (deve ter sido presente do pai ou da mãe), carregam com eles um monte de “colegas” (homens e mulheres) para o tradicional “rolê” (isso na realidade é falta do que fazer de melhor pois, com o custo dos combustíveis, é um desperdício do dinheiro de quem quer que seja.

Nesse “rolê” carregam bebidas, refrigerantes, água, cervejas e até outras coisas que lhes causem prazer (quem usa, cuida), e, todos eles, confinados no exímio espaço do veículo, espremidos como se fossem “sardinhas em lata”, durante o tradicional “rolê”, após beberem suas bebidas, costumam, via de regra, jogar pelas janelas as garrafas de plástico e também as garrafas de cerveja e de vinho, de vidro...

Pasmem! Eles atiram as garrafas de vidro contra as paredes das casas, dentro das garagens, nos jardins e deixam um rastro de cacos de vidro espalhados por toda parte por onde passaram. Esses cacos de vidro oferecem perigo para pessoas idosas, crianças e até para animais (cachorros) que andam pelas calçadas e ignoram o perigo de um caco e vidro em suas patinhas... Outros, mais atrevidos, estão arrebentando aquelas lixeiras que são colocadas na calçada para facilitar o trabalho dos garis e evitar que o lixo fique espalhado ou fuçado por animais...

Mas a coisa está indo mais fundo. Agora, a “novidade” desses jovens malcriados é a de jogarem ovos nos vidros dos carros que estão estacionados, jogam nas fachadas das casas, dentro das garagens e vão atirando sem medir as conseqüências do estrago causado por essa prática não condizente com pessoas de berço. E, isso tudo, quando não resolvem, também, pichar muros e paredes, causando prejuízos materiais aos proprietários dos imóveis.

Algo já está sendo feito, alguns de nós já providenciamos a instalação de microcâmeras e esses aparelhos, colocados de forma estratégica e em local de difícil visualização, irão filmar os carros, suas placas e a cor... Não vai ser fácil, mas tentaremos descobrir o(s) responsável(eis) por esses atos de vandalismo sem propósito salutar.

Com certeza, se todos os prejudicados tomarem essas medidas, alguém será responsabilizado pelos danos materiais ou até danos morais causados por esses bandos de desocupados de plantão, que, no mínimo, não possuem “verniz” de civilidade e boas maneiras para conviver em sociedade. Não sabem entender e nem tampouco discernir a diferença fundamental entre o que pode e o que não pode ser feito: ética.

Atuam em bandos para danificar o patrimônio alheio, mas estamos de olho.

Obrigado pela publicação.

José Ramos - RG 166.443

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