Jaú - Um dia depois de conseguir desvendar o latrocínio ocorrido em agosto do ano passado em Jaú (47 quilômetros a leste de Bauru), a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) apresentou ontem o segundo acusado pela morte de Nelson Munhoz Sanches, 60 anos.
Celso Ricardo Luchetti de Carvalho, 19 anos, foi interrogado e, segundo a polícia, confessou que esteve na casa da vítima na noite do crime. Entretanto, ele nega que tenha entrado na casa, onde Sanches foi assassinado.
De acordo com a versão do acusado, ele teria permanecido o tempo todo do lado de fora da residência, mais especificamente no quintal, onde estava o Del Rey da vítima. Dentro do veículo, havia um cartão de crédito que foi furtado por Carvalho. Com o cartão em mãos, o jovem fez um saque de R$ 800,00.
Durante as investigações, os policiais descobriram que Carvalho freqüentou por um tempo a residência que fica ao lado da casa da vítima. É provável que a intenção de roubar Sanches tenha surgido nessa época.
Apesar de ter alegado que não teve participação na morte do aposentado, Carvalho será indiciado por latrocínio, segundo informou o delegado Edmilson Bataier. A pena varia de 20 a 30 anos de prisão. Como o delegado não havia conseguido a decretação da prisão temporária do acusado, Carvalho teve de ser liberado depois de seu depoimento na DIG.
O crime do qual ele está sendo acusado ocorreu em agosto do ano passado, na vila São Benedito. Sanches foi morto a golpes de faca dentro da própria casa. O principal suspeito do assassinato é Dirceu Aparecido de Oliveira, 24 anos, que está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jaú por causa de um outro crime. Depois do homicídio, Oliveira fugiu levando R$ 1.000,00 da vítima.
Na fuga, ele acabou se ferindo em cacos de vidro fixados no topo do muro. O sangue, que escorreu pela parede, foi coletado pelos policiais e anteontem o resultado do exame de DNA confirmou que ele pertence a Oliveira. Segundo a polícia, o acusado admitiu a participação no crime.