A assistente social Márcia Coelho atualmente trabalha no do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho). Sua ascendência profissional passou pela Legião Feminina de Bauru (LFB). “Foi um crescimento, foi bom. Lá nós não recebíamos só formação profissional. A formação era completa”, conta.
Ainda hoje, as adolescentes atendidas pela LFM recebem orientações de caráter moral, além de instruções que favorecem a integração social e estímulo à educação, informa a presidência da entidade. “Não pode mesmo ser só curso profissionalizante”, reitera Coelho, ao manifestar preocupação com a possibilidade das meninas se tornarem apenas mão-de-obra barata.
Na época em que ela freqüentava a Legião, a entidade recebia meninas de 14 anos. No entanto, após a vigência da lei federal 10.097 de dezembro de 2000, o atendimento passou a ser restrito a maiores de 16 anos. Adolescentes com idade inferior foram proibidos de trabalhar. Por essa razão, Cláudia dos Santos só procurou a LFB quando estava prestes a completar 16 anos.
“Comecei a trabalhar faz um mês (na Residem Administração e Serviços Gerais). Nem recebi ainda (o primeiro salário). Espero guardar parte do dinheiro para um dia fazer faculdade. A maioria das minhas amigas está fazendo curso na Legião”, diz.
As chances dessas candidatas de serem inseridas no mercado de trabalho são reais porque a lei federal determina aos empresários reserva de porcentagem de vagas aos menores aprendizes.
“Também conheço várias meninas interessadas. Já estou há cinco meses (trabalhando na Najer Assessoria em Recursos Humanos). Espero ser contratada”, confessa Aline Ramos, que graças às orientações da mãe chegou à LFB, entidade dirigida pelo Lions.