A rede pública de saúde disponibiliza um programa básico e gratuito de vacinação de crianças, que inclui a prevenção de doenças como a poliomielite, varíola, sarampo, difteria, caxumba e rubéola. Entretanto, há vacinas especiais, não oferecidas pelo governo no calendário de imunização, que são encontradas apenas nas clínicas particulares a custo elevado.
Uma delas é a que previne contra meningite e pneumonia (pneumucoco conjugada 7), cuja dose custa de R$ 230,00 a R$ 250,00. Outras vacinas importantes, como a que previne contra a catapora e hepatite A, também estão nessa lista de medicamentos que são disponibilizados pela rede pública apenas em casos especiais.
A médica Mônica Fiori Gomes da Costa, responsável pelos setor de vacinas de uma clínica particular de Bauru, afirma que nos EUA e em países desenvolvidos da Europa essas vacinas integram o calendário de imunização oferecido pelo governo. No Brasil, entretanto, para que isso ocorra é necessário mais recursos financeiros e investimentos por parte do poder público, já que essas vacinas tem alto custo. “Nós temos um programa de imunização (na rede pública) muito bom, mas com o tempo ele deve ser ampliado”, diz a médica, lembrando que a meningite, considerada uma doença grave, não conta com imunização na rede pública.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Vigilância em Saúde – órgão do Ministério da Saúde - o critério para a inclusão de vacinas no calendário básico da rede pública leva em conta a gravidade, o impacto e o potencial epidêmico da doença. A assessoria afirma ainda que a vacina é um produto caro e o Ministério da Saúde deve trabalhar com prioridades em relação às políticas públicas. As vacinas especiais são considerados medicamentos de moderna tecnologia e alto custo.
“O Brasil é um País muito grande. Há uma quantidade grande de pessoas para se vacinar e o custo é alto”, afirma a enfermeira Rosimeire Fátima Serigato Vicentin, responsável pelo setor de vacinas no Departamento de Saúde Coletiva (DSC) do município. Na avaliação de Mônica, os pais que têm condições de arcar com as despesas dessas vacinais especiais devem imunizar seus filhos, exceto quando há contra-indicação do pediatra.
Gripe e pneumonia
Nesta época do ano, a procura maior nas clínicas particulares é por vacinas contra a gripe e pneumonia. Essas vacinas, em geral, são aplicadas no outono para que a criança tenha boa resposta imunológica na próxima estação, marcada pelas baixas temperaturas. “No inverno, as pessoas ficam mais em ambientes fechados, sem ventilação. E os vírus sobrevivem mais tempo”, afirma a médica explicando o porquê da maior incidência dessas doenças na próxima estação.