Bairros

Problema fica mais evidente na periferia

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 1 min

É certo que as pragas urbanas não escolhem classe social. Elas podem ser vistas tanto em residências luxuosas quanto em barracos e casebres. Mas, até por uma questão de condições financeiras para o combate, é na periferia que o problema fica mais evidente.

O coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, destaca que a população carente é a que mais sofre com a infestação desses insetos e animais. “Essas pragas são associadas à pobreza, à miséria e as doenças provocadas por elas atingem em grande parte a população que mora nos bairros periféricos”, frisa.

Não é só uma questão de fragilidade das áreas carentes. O problema, segundo Brito, é que falta conscientização dessa parcela da população, que cria os meios apropriados para a proliferação dessas pragas. “Tem muita gente que joga resto de comida no quintal, joga lixo e entulho em terrenos baldios e não se preocupa com a água parada que se acumula pela residência. Tudo isso torna propícia a proliferação desses bichos”, afirma Brito.

No Jardim Guadalajara, por exemplo, os moradores reclamam dos ataques de barata, formigas, ratos e mosquitos. No entanto, há quem jogue sacos de lixo nos terrenos próximos às suas casas, como os próprios vizinhos contam. “As pessoas jogam entulho e lixo perto de casa e não respeitam a vizinhança”, reclama a dona de casa Maria Aparecida Cardoso dos Santos.

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