Política

Nova área para ETE recebe críticas

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Os vereadores João Parreira (PSDB) e José Carlos Batata (PT) demonstraram ontem descontentamento em relação à área apresentada pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) como opção para receber a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). O terreno escolhido anteriormente é alvo de críticas por parte de um grupo de empresários, já que fica ao lado do Distrito Industrial 1.

O presidente do DAE, José Clemente Rezende, afirma que a única área alternativa para a ETE fica na divisa com Pederneiras e pertence ao governo estadual. O Ministério Público (MP) já adiantou que só aceitará a transferência caso o processo de regularização do local não prejudique em demasia o cronograma de obras.

Parreira destacou que o novo terreno fica ao lado do Núcleo Habitacional Octavio Rasi. “Já que há a intenção de se mudar a área, então que se mude corretamente. Os moradores desse bairro também têm nariz e receio de insetos”, argumentou.

Batata sugeriu que o município negociasse a aquisição de uma área em Pederneiras para instalar a ETE. “Isso poderia ser feito por meio de permuta ou compra. É uma solução que não penalizaria nem os empresários e nem os moradores”, comentou.

Para o vereador Marcelo Borges (PSDB), Pederneiras teria interesse em abrigar a ETE. “O rio Bauru segue em direção àquela cidade e quanto mais limpo ele for, melhor”, declarou.

A proposta de transferência ocorre mais de um ano após o DAE definir a área da ETE, adquirida junto à Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab). O terreno, de 24 hectares, localizado na fazenda Vargem Limpa, custou R$ 300 mil. O Centro da Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) passou a contestar a escolha da autarquia no segundo semestre de 2004.

Batata reconheceu que a mudança provocará transtornos, podendo atrasar o início das obras da ETE. “O DAE terá que requerer novamente o relatório de impacto ambiental”, analisou.

Por esse e outros motivos, o vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) se mostrou favorável à manutenção da área escolhida anteriormente. “A licença ambiental já foi requerida e a primeira parcela paga. O presidente do DAE tem razão ao defender o projeto original”, comentou.

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