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Marine brasileiro em guerra não se arrepende da escolha

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O marine brasileiro Fernando Rafael de Oliveira Folkis, que cumpre há 51 dias missão militar em Fallujah, no Iraque, garante que não está arrependido de ter feito a escola de fuzileiros navais, os marines. Folkis, 26 anos, morou em Bauru por sete anos antes de se mudar com a família para os Estados Unidos.

Sua mãe, Márcia Regina de Oliveira Folkis, passa férias em Bauru. No último domingo, ela foi entrevistada pelo Jornal da Cidade, oportunidade em que demonstrou apreensão pela situação do filho. Ela conversa com Folkis pelo menos uma vez por semana.

Através de e-mail, o marine respondeu ao JC que está bem. “Sempre tive interesse na área militar. A escola dos marines é a mais difícil que existe. É bem diferente de quem se alista no Exército, na Marinha e na Força Aérea”, explica.

O fato de ter conseguido a cidadania americana em nada mudou a rotina do brasileiro. “Não me sinto diferente. Todo mundo com quem eu trabalho sabe que sou brasileiro. Eles me chamam de brasileiro”, conta.

Embora tenha nascido em Santos, Folkis se considera um bauruense. “Foi em Bauru que fui criado. Me lembro de quase tudo, dos nomes das ruas e da escola em que estudei”. O marine diz que trabalha uma média de 14 horas por dia.

Ele evita comentar sobre o dia-a-dia no Iraque. “Os insurgentes aqui têm medo dos marines”, garante. Na avaliação dele, pessoas como Bin Laden não merecem viver. “O trabalho de Deus é de julgar Bin Laden. O trabalho dos marines que estão no Afeganistão é ter a certeza de que ele (Laden) vai se encontrar com Deus”, afirma.

Folkis garante que está disposto a morrer pelos amigos que estão em sua volta. “Eles também pensam do mesmo jeito. A parte triste dessa história é que nem todos voltarão juntos para os Estados Unidos”, finaliza.

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