Polícia

Bauru não possui abrigo para famílias

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 1 min

O município não conta hoje com uma casa-abrigo para acolher mulheres e crianças que se encontram em situação de risco, como no caso da menina de 12 anos, que foi vítima de abuso sexual.

“Ela e a família ainda não tem para onde ir. Essa é a verdade”, diz a delegada Rejani Borro Tiritan. “Não temos um abrigo para proteção de mulheres e crianças em condições de risco”, completa.

A falta de uma casa-abrigo, segundo a delegada, dificulta inclusive a denúncia por parte das vítimas.

Quando mulheres e crianças se encontram em situação de risco, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) procura contatar familiares para avaliar a possibilidade de abrigo. Em último caso, a família é encaminhada para o albergue noturno que, segundo ela, está longe de ser considerado um local apropriado para essa finalidade.

A presidente do Conselho Municipal da Condição Feminina, Rosa Maria Morcelli, lembra que a construção de uma instituição para abrigar mulheres e crianças vítimas de maus-tratos é uma das principais bandeiras do órgão. Ela diz que essa proposta existe desde 1998, entretanto, não teria sido levada adiante pela administração anterior. “Nós temos inclusive uma lei municipal aprovada para criação do abrigo”, observa.

Morcelli espera que no governo atual esse projeto seja retomado e até o início do próximo ano o abrigo já tenha sido criado. Na avaliação da presidente do conselho, a instituição deveria acolher a demanda da região, sendo mantida por meio de um consórcio firmado entre municípios.

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