No ano do seu sesquicentenário, Aracaju foi beneficiada com a inauguração de uma série de melhoramentos que enobreceram a orla marítima e o seu centro histórico. A praia de Atalaia, com mais de R$30 milhões de investimentos públicos e privados, ganhou novos espaços voltados para o lazer, recreação, gastronomia e manifestações culturais. A área do Mercado Central ganhou vitalidade. Reformada e ampliada, evidenciaram-se as suas características históricas, culturais e arquitetônicas.
Dizem os sergipanos que a Orla de Atalaia é hoje “a mais bonita do Brasil”, depois das obras inauguradas na festa dos 150 anos de Aracaju pelo governador João Alves Filho. Não há porque duvidar. Realmente ficou muito bonita com seus jardins à beira-mar, quadras esportivas, teatro, praças, oceanário, calçadões, hotéis de luxo e as soluções arquitetônicas criativas e avançadas. Sergipe tornou-se a sensação do Nordeste e um dos principais destinos turísticos do País. Além da capital, são inúmeras as alternativas oferecidas ao visitante no litoral e no Interior.
Aracaju, apesar do crescimento dos últimos anos, ainda guarda ares de cidade pacata. O trânsito flui normalmente, a vida dos seus habitantes é tranqüila e há segurança, item cada vez mais raro nas grandes metrópoles. O mar tem uma coloração perolada, a praia urbana tem balneabilidade garantida e o turista conta com uma decoração adicional: as inúmeras plataformas de petróleo perfeitamente visíveis desde a areia. Diferente de outras partes do Nordeste, as águas são mornas, sem pedras e arrecifes submersos que provocam surpresas, às vezes desagradáveis.
Na capital sergipana, rio e mar se abraçam para emoldurar um cenário onde o moderno e o antigo, manguezais, praças e jardins se completam. A área central está ancorada junto ao rio Sergipe, largo e remansoso. Bem ali está a Ponte do Imperador, na verdade um embarcadouro construído em 1870 para a visita de D. Pedro II. Fundada em 1855, foi a primeira cidade projetada do País. Sucedeu como capital à cidade de São Cristóvão. Esta, a quarta cidade mais antiga do Brasil, com seu casario e igrejas barrocas, é um exemplo marcante do tempo colonial.
Como Sergipe é o menor Estado da Federação, com apenas 75 municípios, lá tudo é muito perto. Conheça também Laranjeiras, com seu folclore e construções históricas. Ambas - São Cristóvão e Laranjeiras - têm um legado fantástico da colonização portuguesa. Num dia só, as duas cidades podem ser visitadas. De volta, à noite, depois de um banho no hotel, nada melhor do que curtir a Passarela do Caranguejo, o centro mais badalado da orla de Atalaia. O “Cariri” tem restaurante de comidas típicas e um dos melhores forrós do nordeste.
Se o sol ainda não se pôs, dá tempo de pegar um “to-tó-tó”, barquinho a motor que cruza o rio Sergipe por R$0,70 até a Ilha de Santa Luzia, onde um imenso coqueiral deu nome à cidade de Barra dos Coqueiros.
Aproveite a baixa temporada. Pacotes de sete noites, café da manhã, traslados e city tour saem por menos de R$800,00 por pessoa. É o preço da passagem aérea.