Em reunião realizada anteontem, a Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e entidades ligadas à área de livros e literatura da cidade decidiram retomar a Feira do Livro de Bauru. A iniciativa surgiu após o cancelamento da Bienal do Livro de Bauru pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Imesp). A terceira edição do evento estava prevista para este ano.
A feira, cuja periodicidade ainda não foi definida, está em fase de concepção e provavelmente terá porte menor em relação às edições da Bienal do Livro de 2001 e 2003. A previsão é de que seja realizada em novembro.
“Vamos procurar outros apoios mas, mesmo que não façamos uma coisa grande, queremos fazer com que a feira acabe se tornando uma coisa constante, como é a Feira do Livro Infantil”, expõe José Augusto Ribeiro Vinagre, titular da SMC.
Participaram da reunião representantes da Academia Bauruense de Letras (ABL), de livrarias e editoras de Bauru, além da União Bauruense dos Trovadores. Segundo o secretário, todos os participantes se comprometeram a apoiar a realização do evento. “A conclusão foi que todo mundo quer fazer a feira, mesmo que em porte menor, mas todos querem se envolver no projeto”, diz Vinagre, que cogita a possibilidade de que a feira seja anual.
No dia 25 de abril, Vinagre vai a São Paulo para um evento da Fundação Nacional de Arte (Funarte). Ele pretende aproveitar a viagem para se reunir com representantes da Imesp e tentar apoio para a feira bauruense. O encontro está sendo agendado.
Uma nova reunião com os organizadores da feira está marcada para o dia 27 de abril, no Centro Cultural Carlos Fernandes de Paiva. Até lá, será feita uma pesquisa de custos para a realização do evento e de local para sediá-lo.
Apoio
Luzia Aparecida Bianchi, coordenadora executiva da Edusc, esteve ontem na reunião e destaca a importância da retomada do evento.
“Eu acho superimportante porque cria-se uma cultura de leitura. Além disso, as pessoas já estavam esperando. Cria-se esse interesse de conhecer e buscar os livros. É fundamental para uma cidade do porte de Bauru, com tantas escolas e universidades”, frisa.
Luzia enfatiza a importância da reunião de esforços para que o projeto seja realmente colocado em prática. “Sempre há alternativas e é possível fazer. Mas exige esforço. A idéia ainda está em fase embrionária, mas todos estamos com muita vontade e tentando viabilizar o evento. Além disso, o secretário de cultura está se empenhando em buscar parcerias e envolver outros segmentos”, avalia.
Para o presidente da Academia Bauruense de Letras, Munir Zalaf, o município deve realmente assumir a realização da feira, já que a Bienal do Livro foi cancelada.
“Que seja por uma iniciativa municipal, com parceria dos livreiros, editores e empresários. Eu acho que vai dar certo desde que haja empenho e projeto de organização. A Academia Bauruense de Letras está dando retaguarda para o evento”, salienta.