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Secretária vê resistência como ‘natural’

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

A secretária municipal de Educação, Ana Maria Daibem, avalia com naturalidade a resistência de parte dos professores ao processo de inclusão dos portadores de necessidades especiais no ensino regular da rede pública. “É perfeitamente compreensível que haja preocupação e resistência por parte dos professores porque eles são responsáveis e preocupados”.

Para ela, diante da novidade é natural que as pessoas se sintam inseguras. “É mais fácil a gente fazer aquilo da forma como a gente sempre fez. Quando alguma dificuldade algum desafio surge, que nos chama para outro tipo de atuação, isso gera resistência. Nos cabe compreender isso e proporcionar a todo os docentes os recursos do processo de formação continuada”. A mesma opinião tem a diretora da Divisão de Ensino Especial da secretaria, Mariza Escobar.

Mesmo diante de um novo processo de ensino que terão de adotar para atender os portadores de necessidades especiais, as professoras estão otimistas. Para Patrícia Guerra Miranda, esse grupo de alunos vai “caminhar melhor’ dentro da estrutura educacional. “A capacitação do professor é o primeiro passo.” A posição é compartilhada pela professora Miriam Herrera Bastos.

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência Física (Comude), Fujika Kassai Fernandes Silva, está entusiasmada com o processo. Mãe de uma filha portadora da Síndrome de Down, ela relata que enfrentou uma “luta isolada” para incorporá-la numa classe regular de alunos.

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