Quem acompanha o futebol brasileiro há muito tempo já notou que não tem mais aquela alegria do passado. Tínhamos alguns jogadores que mesmo não sendo craques (como também alguns geniais) levavam alegria aos campos de futebol. Era fácil identificá-los não só pelo nome, mas principalmente pelo apelido. Alguns do passado, outros mais recentes como: Fio Maravilha, Dadá Maravilha (o Beija-flor, que dizia ser o único que parava no ar para cabecear), Beto Fuscão, Luiz Chevrolet, Romeu Cambalhota, Geraldão Manteiga, Cezar Maluco, Leivinha Pé Murcho, o Divino, Beijoca, o Furacão da Copa, a Patada Atômica, Serginho Chulapa, Galinho de Quintino, o Animal, Pé de Anjo... e tantos outros que não lembro agora. A maioria jogava não só pelo dinheiro, mas pelo prazer de jogar. Hoje temos só dois jogadores que praticam o futebol moleque, que é o Robinho e o Ronaldo Gaúcho.
Os maiores culpados por essa mudança são alguns técnicos que insistem em ser mais estrelas que os jogadores. Aliás, é grande a carência de bons treinadores no momento em nosso país. Recentemente, alguns treinadores foram demitidos por falta de comando ou por serem medrosos com seu esquema de jogo. Vejo técnico morno e apático no banco de reservas, outro com microfone na boca falando com seu auxiliar que está na arquibancada, outro com uma prancheta o tempo todo escrevendo não sei o quê e pra quê. Atualmente, o mais badalado, com sua prepotência e arrogância, sempre impôs aos seus jogadores uma submissão total. Jogadores, aliás que, passaram a chamar qualquer técnico de “professor”. Como se todos fossem realmente professores de futebol.
Tivemos grandes treinadores que tiveram suas glórias e frustrações mas não tinham essas frescuras de hoje. Osvaldo Brandão, Telê Santana, Felipão, que na minha opinião foram mestres.
Vimos encerrar precocemente a carreira do locutor mais inovador do rádio brasileiro, o pai da matéria Osmar Santos.
Voltei a me interessar por futebol quando o sr. Damião Garcia e o Celso resolveram ressuscitar o nosso querido Alvirrubro, mas por enquanto a maquininha vermelha não passou confiança a nós torcedores. Mas tenho certeza que o objetivo será alcançado. “E ripa na chulipa e pimba na gorduchinha.” (João Batista dos Santos - RG 12.632.072)