O velho jequitibá vergou-se impotente diante da doença que inexoravelmente ceifa a vida dos indivíduos senis: a pneumonia.
Foi-se o amigo, mas ficou indelével em nossa retina a eterna imagem do bonachão, do conciliador, do conselheiro, da pessoa de grande talento e perspicácia. Uma daquelas pessoas que se o destino lhe oferece um limão, ela tranqüila e naturalmente faz dele uma limonada.
Ele foi efetivamente meu mecenas, respaldando publicações de artigos sobre ufologia, os quais escrevi para o Jornal da Cidade, durante um ano inteiro, em 1979. Artigos de página plena, publicados todas as quintas-feiras e aos domingos.
A cada artigo que lhe entregava na redação do JC, recebia incontinenti um elogio sincero, pelo nível com que o assunto era por mim tratado e também um renovado convite para prosseguir nas publicações.
Em tudo foi perfeito, como só os eleitos de Deus conseguem ser: como funcionário público federal junto à agência local do IBGE, como exemplar chefe de família, como cristão autêntico, como jornalista profissional. Era um “gentleman”.
Adeus, Nadyr Serra, você indubitavelmente está sentado à direita de Deus-Pai. Muito merecidamente.
Professor Gilberto Sidney Vieira - RG 3.476.358