Alguns pontos da cidade vão inspirar cautela sempre, mesmo após a execução de obras grandes como as barragens, alerta o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito. De acordo com ele, o leito de rio representa ameaça constante para regiões de várzea e brejo.
“Nenhuma obra é 100% eficaz, mas com a barragem o transbordamento só aconteceria em precipitações excepcionalmente torrenciais. A barragem teria a função de disciplinar as águas”, explica. Integram esses pontos a avenida Alfredo Maia e o Jardim Vila Filomena, situado às margens do Córrego da Grama.
O mesmo córrego representa risco para a rua Afro França, situada na Vila São Manoel. Em situação semelhante encontra-se a parte baixa do Parque Jaraguá, ameaçada pelo Córrego Água da Lagoa. De acordo com a Secretaria de Obras, a região depende da retificação e melhorias na área de proteção ambiental, enquanto a Alfredo Maia, de drenagem no pátio da ferrovia.
“Por enquanto, só foram tomadas ações preventivas. A cidade (na gestão Tuga Angerami) parece que está parada”, queixa-se Mauri Campos Brito. Por passar quatro vezes ao dia pela via, já enfrentou diversos problemas por lá. Por essa razão, munido com abaixo-assinado, procurou a prefeitura na gestão anterior para requerer obras de caráter definitivo.
Também carecem de obras complexas e caras a avenida Nações Unidas e a região entre a Vila Ipiranga e Jardim Jussara, informa a assessoria de imprensa da administração municipal.