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Bauruenses destacam amabilidade e educação de novo chefe da Igreja

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Quem teve oportunidade de conviver com o novo pontífice atribui a ele características como amabilidade e educação, além de destacar o sólido repertório teórico e cultural que lhe é peculiar.

“É uma pessoa de uma espiritualidade muito grande. É um grande pensador e muito amável”, reitera o padre Roberto Daniel, o padre Beto. Ele auxiliou Ratzinger numa missa celebrada em Munique, na Alemanha. Além de ser seminarista na diocese onde o novo papa foi cardeal, padre Beto também estudou no seminário Jogianum, casa considerada “clássica” também freqüentada por Bento XVI.

“Para mim foi uma surpresa (esperava um italiano). Acho que vamos ter surpresas. Como papa ele vai se sentir mais livre (para realizar mudanças e inovações). Acho que vai dar muito valor à formação (de conteúdo evangélico e crítico) da Igreja. A Bíblia não é só repetir palavras sem ter repertório histórico”, diz padre Beto, que passou dez anos na Alemanha, onde cursou mestrado e doutorado. Para ele, Ratzinger é também muito inteligente.

Concorda com o padre a irmã Jacinta Turolo Garcia, reitora da Universidade do Sagrado Coração (USC), que em várias ocasiões assistiu às palestras dele quando cursava mestrado e doutorado em Roma, na Itália. “É uma pessoa muito culta. Ele tem uma postura quase retraída e didática, mas a aula dele sempre era brilhante. A gente sentia amabilidade nele. É uma pessoa simples e gentil”, diz a irmã, que não apostava no nome dele por causa da idade avançada.

Apesar de ressaltar que não estava torcendo por nenhum nome em específico, admite que lhe agradaria um papa brasileiro. “Eu estava rezando e acolhendo. Naquilo que é essencial da religião, qualquer um que fosse escolhido iria guardar de qualquer jeito”, acrescenta, ao explicar que o pontífice não pode se render aos modismos de época.

Ao responder sobre as conquistas femininas na Igreja Católica – avanço que em algumas circunstâncias esbarram em posições mais rígidas como as atribuídas a Ratzinger -, irmã Jacinta ressalta que a participação da mulher vai muito além da possibilidade dela celebrar a eucaristia. “Para mim, o essencial é colocar a vida a serviço de Deus”, conclui.

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