A verdade solar consiste no fato da humanidade já ter perdido o respeito com o bem mais precioso que possui: a vida. Ou ainda, está sofrendo de amnésia constante. Esquecendo-se de pensar nas pessoas encontradas em seus leitos hospitalares, lutando dignamente pelo simples direito de viver. Aí, o que acontece? Vai o sujeito, respaldado por uma ordem judicial, e aperta o botão “off”.
O ponto fulcral reside na seguinte dúvida: o ser humano possui ou não o direito de praticar a eutanásia? A resposta encontramos nos mais diversos tecidos humanitários. A Igreja diz que não, pois Deus criou tudo e o homem não possui o direito de acabar com a vida. Mas existem aqueles que acreditam não ser tão ruim assim, pois estariam poupando sofrimento.
Será que nós todos sabemos até quando o ser humano possui vida? É algo questionável pela massa mundial. Como já mencionaram os ecologistas, um feto de sete dias é, sem dúvida, considerado uma vida, mesmo sabendo que este não possui consciência alguma. Então, porque Terri Schiavo, uma mulher norte-americana de 41 anos, que acidentalmente perdeu sua consciência quando era mais jovem, foi considerada um ser desprovido de vida? Terri foi mais uma das centenas de vítimas da brutal eutanásia. Poderíamos, então, criar o paralelo de que possuir consciência significa ter ou não vida?
Tendo em vista tudo isso, a realidade talvez seja que o homem contemporâneo não possui maturidade suficiente para lidar com esse tipo de assunto. E não deveria ser por ordem judicial que a prática desta atitude, talvez maléfica, entrasse em vigor. E sim por debates políticos, sociais e religiosos devidamente esclarecedores e convincentes.
Daniel Bernardes - RG 42.664.197-8