Cultura

CPM 22 volta mais hardcore

Por Thaís da Silveira | Com Agência Estado
| Tempo de leitura: 3 min

Adorada pelo público jovem, a banda CPM 22 volta mais hardcore após dois anos e meio sem entrar em estúdio. O quarteto, formado por Badaui (voz), Wally (guitarra e voz), Ricardo Japinha (bateria e voz) e Luciano (guitarra), acaba de lançar o CD “Felicidade Instantânea”, o terceiro da carreira, pela Arsenal Music e com distribuição da Sony-BMG.

A explicação para mais de dois anos sem entrar em estúdio é o sucesso do CD anterior, “Chegou a Hora de Recomeçar”. A banda teve de atender a uma demanda de shows não prevista e a agenda esteve lotada até o final do ano passado. Depois, eles aproveitaram para tirar férias e finalmente entraram em estúdio em fevereiro.

“A idéia era mesmo estender os trabalhos do disco anterior e a turnê. Tinham muitos lugares em que a gente não havia chegado e agora só faltam dois Estados. Mas foi bom para ensaiar mais as músicas e tirar uns dias de férias. Achamos que lançamos o disco no momento certo”, avalia Badaui, vocalista do grupo, em entrevista por telefone concedida ao JC Cultura esta semana.

Outro problema é que os integrantes do grupo não compuseram durante a turnê. “Não conseguimos porque temos muitos compromissos na cidade em que estamos - rádio, entrevistas, etc. Não entendemos como outras bandas conseguem fazer isso”, revela o guitarrista Luciano.

O resultado são 16 faixas (15 inéditas e a regravação de “Contagem Regressiva”). Talvez a expressão “barulheira romântica” continue sendo a melhor tradução do som do CPM 22. Basta ouvir os vocais gritados e as letras melosas do grupo - a maioria delas fala de amor. É o caso da música que dá nome ao disco, “Felicidade Instantânea”: “Não posso ficar assim sem você/ Não perco a esperança/ De ter mais uma chance/ Quero estar bem perto de você/ Quero e faço tudo para te ter.”

Badaui, entretanto, não se mostra confortável diante do rótulo e rebate dizendo que a banda está em um momento feliz e que os shows estão sempre repletos de fãs. “Escrevemos as coisas que vivemos, baseados nas bandas que gostamos. Não falamos de amor de um jeito brega. Somos uma banda de rock e não nos preocupamos em dizer que somos uma banda disso ou daquilo”, destaca.

O vocalista afirma que a sonoridade mais pesada foi intencional. Eles gravaram com guitarra e baixo afinados em tons mais graves em todas as músicas. A bateria também ganhou timbres diferentes, com tambores mais graves.

“Conseguimos colocar elementos diferentes no som, trazer influências de metal, de levadas mais pesadas e puxadas para trás, vocais gritados”, diz Badaui.

As influências dos garotos ficam bastante evidentes nas músicas. “Crise de existência”, por exemplo, tem um solo de guitarra que não nega a semelhança com os de Iron Maiden. Já “Repetição” tem participação especial de Rick Bonadio, com teclados a la The Cure.

Para Badaui, o grupo está seguindo a mesma linha, mas tentando deixar de lado a “simplicidade” dos CDs anteriores. “Claro que tem um pouco de inocência nos anteriores, mas sempre foi sincero. Estamos conseguindo trazer influências de outros tipos de sons”, afirma.

Com o CD novo em mãos, eles partem para mais uma turnê que, aliás, já foi iniciada com shows em Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro e São Paulo. As próximas paradas serão Goiânia (GO), Petrópolis (RJ), Sertãozinho (SP), Rio de Janeiro (no Coca-Cola Vibe Zone), além de cidades em Minas Gerais e Espírito Santo. Eles não descartam a possibilidade de visitar novamente Bauru. “Temos um público legal em Bauru. Com certeza a gente vai com a turnê nova para Bauru e região. É só questão de tempo”, garante o vocalista. Os fãs que aguardem.

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