Auto Mercado

Editorial


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Até quando os motoristas brasileiros vão entender que o péssimo hábito de adicionar álcool na gasolina só traz prejuízos e é uma "economia" ilusória na hora de abastecer?

O que preocupa é que, mesmo não havendo estatísticas a respeito, a quantidade de adeptos à prática sobe sem parar a cada dia. Basta uma pequena conversa com um frentista de posto de combustível ou com seus amigos mais chegados para constatar essa realidade, cujos reflexos negativos, infelizmente, ultrapassam os limites dos danos mecânicos.

Um deles é na hora de comprar um carro usado a gasolina. Quem garante que o veículo à venda não rodou freqüentemente "embriagado", ou seja, com mais álcool que o combustível original no tanque? E mais. Qual a garantia que o antigo dono não era useiro e vezeiro do "rabo-de-galo"?

E são justamente tais "dramas" que a reportagem principal da edição de hoje do AutoMercado & Cia retrata com o objetivo de orientar os futuros compradores sobre como proceder no momento da aquisição do automóvel.

Certamente, esse é um assunto que a imprensa não gostaria de divulgar, mas que, infelizmen te, torna-se necessário diante da irresponsabilidade e imprudência dos motoristas nacionais com seus veículos.

E ainda dizem que brasileiro é apaixonado por carro. Imagina só se não fosse.

Marcelo Ferrazoli

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