Economia & Negócios

Empréstimo para aposentado necessita de orientação e cautela

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

O empréstimo pessoal para aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atrai pela facilidade de crédito. Contudo, exige uma série de cuidados antes do interessado decidir por contrair o financiamento, pois isso vai gerar um débito direto no benefício mensal da aposentadoria. Pesquisar a idoneidade da instituição que oferece o crédito e a as taxas de juros é fundamental.

Especialistas em finanças alertam para que o aposentado avalie a real necessidade de fazer o empréstimo. Se a decisão for pelo crédito consignado, o economista Carlos Roberto Sette alerta para que o segurado da Previdência não transforme o empréstimo em um hábito.

“Vejo muito mais o lado positivo. As pessoas não devem perder o controle de suas finanças. Só não pode virar um ciclo vicioso.”

Sette explica que o crédito pessoal destinado ao pensionista tem gerado muita procura pelo segurado interessado em quitar ou trocar uma dívida cara por outra com juros menores.

O economista recomenda para estas duas situações o empréstimo pessoal com desconto parcelado no benefício previdenciário.

Sette vê vantagens na linha de crédito pela taxa de juros menor do que a praticada pelos bancos no Crédito Direto ao Consumidor (CDC). Ela argumenta que, enquanto o crédito consignado oferece juros que variam de 1,75% a 3% ao mês, o CDC atua com taxas que variam de 4,5% a 5% ao mês.

Sette entende como positivo o intenso movimento de aposentados que optam pelo crédito fácil para quitar dívidas. Há também o recurso ao financiamento para sair da inandimplência, retirando os nomes da lista da Serasa e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

O economista vê vantagens em trocar uma dívida mais cara, como a do cheque especial e cartão de crédito, com juros altos, por uma mais barata. Ele acrescenta que o crédito consignado também é atraente para o consumo e explica que o aposentado estará pagando menos para financiar a compra de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e outros bens. “Os juros das financeiras são maiores.”

O pensionista só pode comprometer com as parcelas mensais 30% do valor do seu benefício, destaca o economista. Hoje, atuam regularmente credenciadas pelo INSS cerca de 18 instituições financeiras.

Comentários

Comentários