JC Criança

Repórteres mirins descobrem os "segredos" da maria-fumaça


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A turminha de repórteres mirins do JC Criança, após participar ativamente do programa Unespinha, no sábado, dia 16, fez um passeio de Maria-Fumaça, no projeto Ferrovia para Todos, da Secretaria de Cultura. Com o olhar aguçado e muita curiosidade, eles puderam conferir e relatar a experiência para os leitores mirins do nosso suplemento infantil. Confira a reportagem e leia a matéria com o olhar do repórter mirim. As fotos foram feitas pela repórter mirim Beatriz Vianna Carvalho, com orientação da coordenadora da oficina.

• Repórter Camila

A Camila entrevistou o Marcus Alexandre Ferreira Pires, 19 anos. Ele decidiu ser voluntário porque antes tinha sido estagiário e seu contrato venceu. “Eu gosto muito. Sou o graxeiro da Maria-Fumaça.” Ele diz que é gostoso trabalhar: “Gosto dos meus parceiros de trabalho. O meu pai é o maquinista e ele já trabalhou na ferrovia por 26 anos e depois aposentou.” Ele contou como foi o seu primeiro dia de voluntário: “Fiquei cheio de alegria, senti vontade de vencer o desafio.”

Ela também entrevistou o guia do passeio, o agente cultural Paulo Folcato, 37 anos. Ele contou que é novo, tem apenas dez meses de trabalho, mas gosta muito. Falou também sobre o projeto Ferrovia para Todos. “Também estamos fazendo um trabalho com a ‘Vila dos Ferroviários’, queremos recuperar as casa, fazer jardins. Fizemos um encontro com as famílias e vamos ter a parceria com a Semma (Secretaria Municipal do Meio Ambiente). Queremos revitalizar”, explica Paulo. Ele disse como foi o seu primeiro dia de trabalho: “Me senti conhecendo algo novo, algo desafiador. E eu adoro!”

Meu ponto de vista

“quando andei no trem, senti uma vontade enorme de andar de novo. Não senti medo, mas alegria. A Maria-Fumaça é antiga. Os móveis também, mas não é porque são velhos é que são feios, pelo contrário, são lindos! O modo como funciona o trem é sensacional. O Alex contou que o vapor é aplicado no pistão, que empurra o braço, que empurra a roda. Em São Paulo, os trens, ou melhor, os metrôs são motorizados. Os trens precisam de maquinistas para andar. A Maria-Fumaça consegue andar 60Km/hora. Eu adorei o passeio.”

• Repórter Jéssica

Ela entrevistou a voluntária Elis Mendes Antônio da Silva, 15 anos. “Eu só trabalho aos sábados, porque durante a semana, eu estudo.” Jéssica perguntou o que ela acha do passeio em relação às pessoas: “Acho que é muito bom, porque as pessoas desperdiçaram uma coisa muito importante para Bauru.” Elis disse que fez muitos amigos no trabalho. “Me dou bem com todos.” Sobre o primeiro dia de trabalho: “Foi no dia da chegada do Papai Noel, aquele monte de gente, eu fiquei meio atrapalhada, mas não fiquei nervosa, minha mãe (Mara) trabalhava no Museu e ela estava lá.”

A Jéssica também entrevistou visitantes: Maria de Fátima Capellan, 50 anos: “Eu resolvi passear com os meus netos e trouxe minha filha de 18 anos, que nunca tinha andado de trem. Agora pretendo trazer meus outros netos para passear e visitar o museu.”

Ramon furtado Sena e sua esposa Andréa Aparecida Mota Furtado Sena estiveram com os filhos Cícero, 9 anos, e Laís, 4 anos, que são sócios do Clubinho JC Criança. “É o nosso primeiro passeio e gostamos muito. Só gostaríamos que fosse mais longo.”

Jéssica também deu seu depoimento: “A máquina funciona como uma panela de pressão. O que serve para dar atrito é a areia. O Trem pode andar de 60a 90Km/h. É errado dizer que o trem é lento. Amei o passeio, adorei as informações sobre a Maria-Fumaça.”

• Repórter Amanda

O passeio no trem é muito interessante, as pessoas se divertem, as crianças vão com os pais e avós. Até os antigos ferroviários vão visitar o Museu Ferroviário e se emocionam ao relembrar e ao ver o abandono e destruição do patrimônio. As maquetes também são muito bonitas e curiosas.

“Dentro do trem há poltronas e camas e eu fiquei em pé, na janela, vendo o tudo passar. Pena que o lugar está destruído”, observa a repórter mirim Amanda. No projeto, homens e mulheres são voluntários, como

“Para ligar a maria-fumaça, a gente tem que entrar às 3h da madrugada, para ela pegar vapor. Isso para o primeiro passeio acontecer às 10h”, explica auxiliar de maquinista Alex Gimenes Sanches. Depois, para desligá-la, são mais ou menos 6 a 8 horas, até ela esfriar.

• Repórter Ana Laura

A repórter mirim Ana Laura gostou muito do passeio. “Fomos até a Estação da Paulista para os funcionários e voluntários explicarem como a Maria-Fumaça funciona. Depois voltamos para a estação da Noroeste e as pessoas tiraram fotos no trem.”

Ela lembrou que há muitas coisas interessantes à venda, no Museu Ferroviário. “Quem quiser levar uma lembrança, pode comprar uma miniatura de locomotiva, um livro e outras coisinhas.”

Voluntários

Benedito Lourenço tem 48 anos e trabalhou 23 anos na ferrovia. “Eu quis ser voluntário no Ferrovia para Todos, ajudei a pintar o S-22 (carro de passageiros) e hoje ajudo nos passeios. O serviço é muito bom”, conta Benedito para o repórter Felipe.

A Diva Mendes Antônia da Silva, 17 anos, é voluntária no projeto. Ela falou com o repórter Caio: “Já estou aqui há cinco meses. A intenção do projeto é resgatar a história da ferrovia.” Ela conta que todas as viagens são uma verdadeira surpresa.

A Ísis Mendes Antônia da Silva, 13 anos, também é voluntária. “Eu gosto muito, é divertido e a gente começa a ter disciplina no trabalho, mesmo voluntário. Eu também estudo e ajudo no projeto aos sábados.”

Agostinho Leão Peres atua no projeto há 2 anos. “Há uma parceria entre a Secretaria de Cultura e a Novoeste. A idéia é resgatar a imagem da estrada de ferro. O legal é que tem uma procura muito boa”, conta Agostinho, que foi maquinista por 21 anos e acrescenta: “Deveria ter mais parcerias, recuperar mais carros, assim poderemos levar mais pessoas.”

O Luiz Carlos Pereira tem 42 anos e trabalha como marceneiro e restaurador. “Eu gosto muito de trabalhar aqui, fiz a recuperação do carro de passageiros, do dormitório e estamos trabalhando em outros carros”, explicou para o repórter Paulo.

Visitantes

A Fátima Aparecida Ruiz, 45 anos, esteve com seu filho Lucas, 11 anos. Ela conversou com o repórter Paulo: “Eu já tinha passeado no Museu, mas foi meu primeiro passeio de Maria-Fumaça. Eu adorei! Gostei muito da buzina de alerta”, comenta. Para o Lucas, o passeio também foi muito interessante. “Gostei do jeito que é construído o trem.”

A Amélia Carolina Campos passeou de trem e falou com a repórter Mayara. “Eu nunca tinha andado, achei muito legal. É uma boa opção para o fim de semana, principalmente para as crianças.”

Passeios de Maria-Fumaça Informações: Museu Ferroviário Regional Rua 1.º de Agosto, quadra 1 Telefone (14) 3235-1176 Gratuito

Repórteres mirins: Amanda Padovan, 13 anos; Ana Laura Padovan, 11 anos; Beatriz Vianna Carvalho, 7 anos; Caio Henrique Ribeiro, 11 anos; Camila Vianna Carvalho, 11 anos; Felipe Itiro Motobayashi, 10 anos; Jéssica Vianna, 14 anos; Mariana Raquel da Cruz Vegian, 14 anos; Mayara Gonçalves Ribeiro, 9 anos; Monique Megumi Motobayashi, 12 anos; Paulo Cesar Rodrigues Manso Júnior; 12 anos; e Regis Augusto Gonçalves, 9 anos.

Coordenação: Roberta Mathias

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