As informações chegam da Europa, mas é na história geral e da moda que o estilista de calçado Cristiano de Oliveira vai buscar inspiração para criar suas coleções. “Não gosto de seguir só as tendências. Como a época escolhida para o outono/inverno 2005 foi os anos 40 e 50, anos românticos, eu fui buscar estas referências e agreguei dados colhidos durante as viagens a Europa e de pesquisas feitas pela internet.”
O designer formado em Desenho Industrial pela Unesp de Bauru desenvolve sapatos femininos para a mulher contemporânea. “Minha criação é voltada para um público contemporâneo. A mulher que tem de 22 a 50 anos, de classe média. É um sapato sintético é mais comercial do que exclusivo.”
Na opinião dele, que se especializou em moda, nessa estação as estampas de bichos selvagens e os tweeds vão atender a onda de romantismo. “Usamos bastante tecidos, onças tweeds que simbolizam a época romântica.”
Agregando valores a profissão
“A moda é como uma roda gigante que você entra e não consegue sair mais. Não tem o botão do off. Tem que estar ligado 24 horas. Não só com o olhar para o sapato, mas em arte, cinema e cultura”. Esta é a opinião de Cristiano Oliveira, que acredita que a sua profissão é promissora e que para desenvolvê-la é preciso estar antenado nas coisas que ocorrem no mundo.
Desenvolver calçados que com um simples olhar conquiste a consumidora e que ao mesmo tempo sejam confortáveis é o desafio enfrentado pelo designer que na última quinta-feira partiu para a Europa para conhecer os lançamentos de materiais e modelos que serão usados no próximo verão.
Ele admite que trabalhando para uma empresa as possibilidades de desenvolver modelos exclusivos é difícil. “Só crio sapatos exclusivos para participar de concursos e já fui premiado com alguns deles. Na fábrica a linha é comercial e temos que seguir as tendências porque os lojistas já chegam com uma opinião formada do que querem comprar.”
Para ele a profissão de designer de calçados está em expansão, especialmente nos pólos calçadistas como Jaú, Birigüi e Franca. “É uma profissão em expansão que exige investimentos. Para viajar a Europa, especialmente para a Itália, berço da moda, fui aprender a falar italiano.”
Oliveira lembra que está indo para a Europa para constatar e confirmar a coleção verão. “Estou com a coleção praticamente encaminhada, vou reorganizar, reconceituar tudo com olhar verão 2006/2007.”