Tribuna do Leitor

Que lugar é este?


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É fato que os sistemas penitenciários estão a cada dia mais exasperantes no Brasil. Rebeliões, maus-tratos, fugas, mortes, denúncias, drogas, insegurança, falha ou corrupção por parte de funcionários, revistas malfeitas... tudo isso e muito mais estão presentes em uma penitenciária. Quem faz isso são os detentos - na maioria das vezes -, mas quem sofre com as conseqüências é a população e, principalmente, os policiais e funcionários que lá trabalham. De repente, uma rebelião surge. Colchões são queimados, presos usam a conhecida estratégia do “cavalo doido”- todos correm ao mesmo tempo em direção aos portões - para tentar escapar, sobem nos telhados, atiram pedaços de telhas e pedras. Se conseguem fugir, crimes cometem.

A população, de dentro de suas casas, fica ansiosa à espera de notícias na tensão para que o pior não aconteça. Funcionários se tornam reféns.Parentes dos detentos, do lado de fora, chegam a atrapalhar as negociações dos policiais.Bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo são usados para dispersar os grupos. Tiros são disparados.

Após horas, a rebelião acabou. Infelizmente, algum inocente morreu. A próxima não demorará muito, quem sabe alguns dias. Mas será que os presos estão certos? Cometem crimes, matam pessoas - ou as deixam com alguma deficiência - e ainda querem ter a regalias nas prisões. Infelizmente, quem paga estes benefícios prissionais que eles possuem somos nós. Sem merecer. O sistema prissional sempre deixou lacunas e, o pior, sempre foi permissivo. Os presos são portadores dos princípios básicos para sobreviver: há comida, lazer, limpeza e, "o melhor”, sem trabalhar. Possuem visitas familiares e íntimas. Alguns saem em feriados para visitar as famílias - a grande parte aproveita e comete mais crimes.E ainda querem mais!

O correto seria reformular o sistema. Práticas sócioeducativas que realmente funcionassem, como desenvolver trabalhos na própria carceragem. Isto, além de estabelecer uma atividade, otimizaria a auto-estima.

Desta forma, a chaga do sistema carcerário requer das autoridades competentes um novo conceito de administração, de recuperação. Esta celeuma já nos desafia há anos. Por isso, resta alguma dúvida de que algo precisa ser feito urgentemente?

Yara Manfrin Garcia - RG 44.436.208-3

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