É comum ouvirmos dizer que o lixo em terreno baldio é cenário de favela e periferia. Mas o que não me entra na cabeça é como os moradores de um centro urbano como Bauru têm capacidade de jogar detritos nesses terrenos, sendo que a coleta de lixo doméstico é diária. Passo constantemente pela esquina da rua 7 de Setembro com a Alfredo Ruiz e fico pasma de ver como pessoas inescrupulosas têm a capacidade de jogar lixo de bar, lixo caseiro, galhos, móveis e madeiras velhas, sendo que, no mesmo local, flores imploram para embelezar o pedacinho de terra que há anos está abandonado. As flores estão ali, como que pedindo clemência para não serem massacradas pelo lixo. Será que quem procede assim, nunca ouviu falar em poluição, ecologia, proteção à natureza e na obra de São Francisco de Assis?
Costumo ensinar as crianças que, quem joga lixo fora do lugar certo, mesmo um simples papel de bala, perde o direito de reclamar ou criticar os governantes, pois a primeira a agir errado é ela mesma. Garanto que aqueles que sujam são os primeiros a criticar os governantes. Faria um convite a essas pessoas que assim procedem, a fazer uma visita à foz do rio Bauru, no Lago dos Paturis, para verem o cenário de morte que reina ali, principalmente após uma chuva. Por favor, deixem as flores embelezar nossos caminhos. Parabenizo a pessoa que denunciou a poluição dos lagos da Praça das Cerejeiras.
Bernadeth Dias Baglie - RG 7.467.01