O déficit no efetivo de policiais ambientais tem prejudicado o policiamento de segurança pública rural e de meio ambiente realizados simultaneamente pela Polícia Ambiental. A avaliação é do subcomandante do 2º Batalhão de Polícia Ambiental, major Antônio César Cardoso, e do comandante do 1º Pelotão Ambiental de Bauru, 1º tenente Nilson Fidelis da Silva.
“Na verdade, hoje o número de viaturas e de homens não está dando conta de todo o excesso de serviço que nós temos”, afirma Silva. O tenente explica que, diariamente, são feitas incursões na área rural com uma viatura Land Rover.
A Polícia Ambiental atende 39 municípios na região de Bauru. O 1º Pelotão de Bauru é composto por 15 municípios, e a Base Operacional de Lins, por mais dez cidades. Sob o comando do 2º tenente Ernani Francisco dos Santos, o 2.º Pelotão em Barra Bonita abrange ainda mais 14 cidades.
O major Cardoso discutiu ontem, em Bauru, a necessidade de definir parâmetros para o policiamento rural, como os que definem o efetivo policial para a área urbana. Nas cidades, o aparato policial mobilizado considera o número de habitantes fixos e flutuantes, índice de criminalidade - roubo, lesões corporais e homicídios - e as características do município.
Na opinião do major, a aplicação desses critérios mostrará qual a real necessidade no que diz respeito ao número de policiais, armas, munição e viaturas para fazer a ronda rural.
Cardoso ressalta, ainda, que a vocação econômica da região também influencia a ação policial na zona rural das cidades. Por isso, na avaliação dele as estratégias têm que se pautar pelas necessidades de cada município.
Parcerias
Com uma demanda maior do que a estrutura, o major Cardoso ressalta que a Polícia Ambiental adotou as parcerias para potencializar sua atuação, visando atender parâmetros do programa de gestão de qualidade da corporação. Ele conta que os policiais ambientais têm trabalhado em conjunto com fiscais da Secretaria de Estado da Agricultura.
Além disso, a Polícia Ambiental também participa de ações de fiscalização das equipes de Vigilância Sanitária dos municípios para reprimir, por exemplo, vendas irregulares de carne bovina decorrentes de furtos de gado. “O trabalho em conjunto fortalece porque o Estado tem os dispositivos. Basta agregar ações”, justifica.
O major comenta que, em dois anos de atuação na zona rural, o policiamento ambiental tem feito operações de bloqueio, abordagens a veículos e buscas pessoais. A partir do acúmulo de tarefas, armas leves também passaram a ser alvo dos policiais, que mantêm a busca por armamento próprio para caça.
De acordo com o major Cardoso, a Polícia Ambiental dispõe de aproximadamente 2.100 homens para atender todo o Estado de São Paulo no policiamento rural.