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Empresa alega problema de caixa no atraso do pagamento de salários

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 1 min

O diretor da Offício, José Roberto Rosas, respondeu ontem ao Jornal da Cidade sobre os atrasos constantes no pagamento dos vigilantes do Instituto Lauro de Souza Lima, que levaram à rescisão unilateral do contrato com a empresa nesta semana. Segundo ele, os problemas que a empresa vêm enfrentando são reflexo de uma dívida de R$ 4 milhões deixada pela Prefeitura de São Paulo - para quem também terceiriza serviços.

A Offício presta serviços terceirizados de vigilância para órgãos públicos e empresas de Bauru e outras cerca de 200 cidades do Estado de São Paulo, com um total de 3 mil funcionários. Segundo ele, além da dívida (desde outubro de 2004) que desestruturou o caixa da empresa, o contrato do Lauro de Souza Lima tinha uma cláusula que teria colaborado para complicar a situação da Offício.

“Essa cláusula dizia que, após 30 dias de trabalho, a fatura (com os valores dos salários) deveria ser apresentada a nós. Mas além desse período, o contrato dizia que a empresa contratante tinha mais 30 dias para fazer o pagamento à Offício. Então, nós acabávamos tendo que pagar os vigilantes do Lauro de Souza Lima antes de ter recebido o dinheiro por parte do instituto”, afirma Rosas.

De acordo com ele, em função da dívida que desequilibrou as finanças da empresa, essa situação foi agravando o problema e os salários passaram a ser pagos cada vez mais tarde.

Rosas diz que a empresa deve ter outros três contratos com essa cláusula, e para tentar sanar o problema que também já ocorreu em outras cidades, provavelmente só restará a alternativa da rescisão contratual. “Vamos reavaliar todos os contratos”, afirma.

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