Tribuna do Leitor

Centro Cultural e Teatro Municipal


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O JC publicou no último fim de semana e hoje (26/4), na página 20, carta do sr. Muniz Zalaf sobre o mesmo assunto: “5 anos do Teatro Municipal de Bauru”. Essas matérias serão fontes de informação, no futuro, sobre a nossa tão sonhada obra e, portanto, é preciso complementá-las. Lembro-me de ter participado das conversas iniciais sobre o aproveitamento do prédio do antigo Mercado Municipal, que já não atendia às finalidades da sua construção no governo Nuno de Assis. Ali funcionavam, na parte térrea, alguns açougues e na parte superior ligas do nosso futebol varzeano.

A profa. Ana Guedes, ligada à Secretaria da Cultura do governo Tidei de Lima, surgiu com o artista plástico prof. Echeverria (onde anda?) com a idéia e os primeiros rabiscos do aproveitamento daquele imóvel para abrigar nosso sonhado teatro. O prefeito Tidei que não havia prometido em sua campanha construir o teatro, percebeu a oportunidade de resgatar uma dívida que o Poder Público tinha com a população e quis conversar com o prof. Echeverria. Gostou do que viu e, de imediato, convidou os arquitetos Costa e Albiero para desenvolverem a proposta do artista de origem argentina.

Quando terminou o governo Tidei, final de 1996, a obra estava pronta. Ali se instalou a Secretaria da Cultura. Várias oficinas de artes passaram a funcionar, bem como a biblioteca municipal que, até então, perambulava por barracões e garagens. O teatro, parte do Centro Cultural Mestre Cirilo, necessitava que fossem colocadas as poltronas, cortinas e demais acabamentos já definidos. Pelo tamanho da obra, era muito pouco o que faltava.

A queda de arrecadação provocada por promessas da campanha eleitoral daquele ano de que se daria “anistia geral aos impostos atrasados” atrapalhou. O prefeito preferiu manter a saúde municipal com médicos e remédios, a educação com transporte e merenda do que abrir as cortinas do teatro pela primeira vez em mais de 100 anos de história de Bauru. Ao final, quem ganhou foi Bauru que se livrou de um estorvo (o mercado) e ganhou o presente pelo qual esperou um século.

Rosa Maria Busch Amaro Silva - RG 1.615.965-2

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