Turismo

Caatinga e formações rochosas

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Com 143 quilômetros quadrados, o Ceará reserva surpresas para os visitantes. Quem vai até lá e tem tempo, deve, depois das praias, explorar sua flora diversificada, incluindo montanhas e sertão.

A terra do sol tem cidades onde a temperatura é bastante amena, em torno dos 17ºC a qualquer época do ano.

Lugares onde o forró pé-de serra corre solto, animando moradores e turistas que se encantam também com as principais reservas do Estado, caso das chapadas da Ibiapaba e Araripe, onde estão o Parque Nacional de Ubajara e a Floresta Nacional do Araripe.

Nas duas chapadas a altitude varia entre 700 e 900 metros. Outras serras onde a geografia propicia o turismo de aventura e que têm trilhas ecológicas de tirar o fôlego, são as de Maranguape - distante apenas 30 quilômetros de Fortaleza, Meruoca e Baturité.

Ao lado do montanhismo e trilhas, os relevos e declives da serra propiciam a realização de festivais de jazz e blues durante o Carnaval, além de um festival nordestino de teatro.

Assim como ocorre nas cidades litorâneas, os municípios da serra contam com bons hotéis e pousadas e atrativos naturais que levaram a construção de casas de veraneio. O humorista Chico Anísio, um dos filhos mais ilustres do Estado, nasceu e tem casa em Maranguape.

Grutas no semi-árido

Quase 60% do território cearense é sertão. Região do semi-árido onde o período seco tem duração de até oito meses e a temperatura máxima registrada oscila entre 32 e 33ºC durante o dia, caindo vertiginosamente para 23ºC durante a noite.

O turista pode ter acesso a trilhas ecológicas, turismo esportivo no Vale Monumental, em Quixemobim, sítios arqueológicos, além do contato com a paisagem do sertão, marcada pela vegetação de caatinga e muitas formações rochosas, como grutas e monólitos.

Caranguejos e carne-de-sol

Os nomes são exóticos: sarrabulho, mão-de-vaca, sarapatel, baião-de-dois. Todos pratos típicos cearenses, tendo em comum uma mistura fenomenal de ingredientes. O resultado é um sabor único, no qual não faltam feijão verde, muito sal e farinha.

A cozinha do Ceará divide-se entre a ala regional, ligada à experiência da seca e do sertanejo, e a dos frutos do mar, derivada dos pescadores.

Nesse item, as patinhas empanadas de caranguejo, a caranguejada e os camarões são imperdíveis.

A carne-de-sol surgiu quando não havia geladeira no sertão. Salgava-se a carne para conservá-la antes de ir ao sol para desidratar.

Já a peixada n’água grande nasceu com os pescadores. Por semanas no mar, cozinhavam seus peixes na própria “água grande”. “Os jangadeiros levavam farinha, rapadura, água potável e sal”, conta o dono do tradicional Peixada do Meio, Mauro Gonçalves. “Improvisavam um fogareiro e cozinhavam o peixe com a farinha. Assim surgiu a peixada.”

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Doces e Artesanatos

O Ceará é um paraíso também de comes e bebes, incluindo frutas saborosas e doces de toda espécie, entre eles os bolos de macaxeira, a coxa de moça (coco, castanha de caju e leite condensado) e as cocadas servidas na casquinha da fruta.

Mesmo quem não quiser saboreá-los nos restaurantes ou nos hotéis será inevitavelmente abordado por vendedores ambulantes, que oferecem as guloseimas e o artesanato local, um dos mais ricos de todo o Nordeste brasileiro.

Não se avexe de comprar sem nem ao menos pechinchar. Os preços no Ceará são mesmo vantajosos em comparação a outras praças. Bonecas de barro são vendidas a partir de R$ 15,00 e as toalhinhas de renda em torno de R$ 10,00, dependendo do trabalho e do tamanho.

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